
"A colagem é a sintaxe provisória da síntese criativa, sintaxe de massa. A colagem é a montagem da simultaniedade, totem geral. É tempo de massa de de síntese, não de centralização. Não há mais tempo para textos, só para títulos. Textítulos, textículos. Só a NOVA BARBÁRIE abre a sensibilidade aos contatos vivos. Os Ushers, de Poe, chegam a um tal requinte dos sentidos que se podem suportar a grossura do paladar. A tecnologia chega a um tal ponto de requinte que passa a requerer o marco zero de uma NOVA BARBÁRIE para desobstruir os poro. Sociedade cada vez mais rica, vida cada vez mais pobre. O dinheiro é a leucemia. Os modelos de consumo de hoje são os modelos da produção de 40 anos atrás: vide Oswald de Andrade e o Tropicalismo do grupo baiano. É tempo de PRODUSSUMO. O estudante está para a universidade como o operário para a fábrica. O estudante é o operário da informação. Os estudantes repetem na superestrutura os modelos das lutas operárias infraextruturais do passado. PRODUSSUMO. O mundo do consumo substituído pelo mundo da informação, onde se travarão as grandes lutas. NOVA BARBÁRIE: campo aberto para os novos modelos da batalha informacional. As elites, particularmente as do ensino, estão podres de burrice: qualquer novo bárbaro sabe mais do que eles. Não é necessário que cada indivíduo possua automóvel para que se produza uma nova cultura. O mundo das coisas é para a posse, o mundo dos signos para a cultura. O artista é um designer da linguagem, ainda que marginalizado - e especialmente. É a guerrilha artística. É a NOVA BARBÁRIE. Atrás de cada mito freudiano se esconde um cifrão. A alegria coletiva é a prova dos nove: contatos em profundidade. Além das cifras. E contra os cifrões."
Nenhum comentário:
Postar um comentário