terça-feira, 1 de junho de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

EU NÃO RECOMENDO: COLETIVO MUITO BARULHO POR NADA

por nada mesmo...

In Memoriam: Bezerra da Silva.

José Bezerra da Silva nasceu em Recife (PE), a 9 de março de 1938. Foi para o Rio de Janeiro aos 15 anos fugindo da fome e apenas com a roupa do corpo. Fez a viagem num navio que carregava açúcar.

Passou então a trabalhar na construção civil como pintor de paredes e tinha como endereço a obra no centro da cidade, onde exercia sua profissão. Foi nessa época, lá pelos idos de 1949, que enamorou-se de uma "dona" e foi morar com ela no morro do Cantagalo (zona sul do Rio).

Iniciado na música pelo coco de Jackson do Pandeiro, começou, em 1950, sua carreira como ritmista na Rádio Clube —tocava tamborim, surdo e instrumentos de percussão em geral. Suas primeiras composições, "O Preguiçoso" e "Meu Veneno", foram gravadas por Jackson. Seu primeiro disco —um compacto— foi gravado, em 1969, pela Copacabana. Bezerra da Silva estudou violão clássico por oito anos e passou outros oito anos tocando na orquestra da TV Globo. É um dos poucos partideiros que lê música.

Como ele próprio explicava, sua ligação com o mundo musical se deu por causa do "medo da fome". Dizia também que a única saída que tinha era "lutar por dias melhores", pois "tinha dias que trabalhava e não comia". Não se cansava de afirmar que saiu do ramo da construção civil porque achava que algum dia iria "virar uma escada, um tijolo, um saco de cimento".

Suas músicas são quase sempre de outros compositores ou então de parcerias que ele cultivou por muitos anos. Seus parceiros eram poetas dos morros como 1000tinho, Barbeirinho do Jacaré, Baianinho, Em Cima da Hora, Embratel do Pandeiro, Trambique, Zé Dedão, Popular P., Pedro Butina, Simão PQD, Wilsinho Saravá, Rubens da Mangueira, Pinga, Dunga da Coroa, Jorge Laureano, Adelzo Nilto, Edson Show e uma imensa lista de outros ilustres desconhecidos que Bezerra fazia questão de divulgar em seus discos.
Nas letras dos sambas desses compositores se expressam os conflitos sociais de uma população marginalizada. Tudo através de uma ótica bem humorada, mas também áspera. São letras com palavras afiadas, de gente que tem uma visão sociológica amadora, porém lutadora e inconformada.

Antigamente, Bezerra não gostava que o chamassem de pagodeiro. Dizia que "quando a música é feita por pobre, analfabeto ou crioulo, eles dizem que é pagode. Eu não aceito isso!".

Quando questionado a respeito do novo pessoal do pagode, afirmava que "o Sol nasceu pra todos, todos os colegas são bons. Cada um tratando de si. Eu acredito que o meio está pra todo mundo. Graças a Deus, muitos colegas estão fazendo sucesso. Um sambista carrega a bandeira do samba".

Perguntado certa vez se achava que brancos não sabiam fazer samba respondeu: "isso é uma mentira, uma discriminação boba. Tudo depende da veia poética do sujeito. Você já imaginou se Deus deixasse eu fazer eu do jeito que quero, com a cuca que tenho? Eu seria verde, todo bonito. Ninguém ia ser igual a mim. Eu seria um sucesso, o cabelo de ouro, ia ser tudo comigo. Mas me fizeram um crioulo esquisito. Essa história de que branco não faz samba é mentira. E também tem crioulo que não faz samba. Artista nasce em qualquer lugar".

Los hermanos da Cidade da Bahia!



“O feitiço é vivo, e começa pela cozinha. Você se alimenta de comidas sagradas. O acarajé é comida de Iansã, que é um orixá-fêmea dos ventos e das chuvas. O caruru é amalá de Xangô. (…) Depois tem arvoredos que são a morada de encantados. (…) Tem sol, tem pescadores, tem o diabo… que não é bem diabo, é Exu, o diabo do candomblé que é de uma travessura diferente da dos outros diabos e, sendo bem tratado, torna-se um amigo inesquecível”.



Como se forma a juventude rebelde?



Como se forma a juventude rebelde? James Dean definitivamente retratava o pensamento, costume e personalidade do jovem revolucionário dos anos 50. É um ícone, incondicionalmente. Juventude Transviada é um foco definitivo sobre fissura cultural entre jovens e velhos: destrói as aparências familiares, determina os comportamentos juvenis delinqüentes, rompe com o conservadorismo familiar. Dirigido por Nicholas Ray, que enfatiza aspectos psicológicos e sociológicos da juventude, é um filme cicatrizante. A contextualização de evidenciar a narrativa do filme em um único dia captura a essência do que é ser jovem: nota-se, evidentemente, no personagem de James Dean - um exímio vivant que não se preocupa com o dia seguinte. A rebeldia é também sinônimo da carência juvenil em três focos: Jim Stark (James Dean) foi detido por embriaguez, Judy (Natalie Wood) por ter brigado com o pai, e Plato (Sal Mineo) por ter atirado em cães. Ambos se amparam, são aliados do destino rumo à dissolução da carência afetiva de uma vida imersa no desastre familiar. Jovens são desajustados? São também ansiosos por amparo, por atenção. E a rebeldia pode ser uma consequência da ausência de atenção familiar. O filme desnuda relações conturbadas de pais com filhos, mas serve também de um alerta: todo ser humano necessita de carinho incondicional. São personificações reais de problemas do desajuste familiar? Pais nulos versus filhos abandonados? A revolta, o desajuste e o delírio transgressor não se justificam - mas pode ser a maneira que o ser justifica a sua própria amargura de não ser compreendido sentimentalmente. O personagem de James Dean desconstrói as falsas aparências com sua vitalidade sexual, seu comportamento questionador e sua virilidade sincera. Mas, há uma fragilidade que embala sua transgressão, e isso fica evidenciado em diversos momentos. E o filme vai mais fundo nas feridas, pois demonstra os maus hábitos da juventude rebelde dos anos 50. O belo trabalho de Nicholas Ray provoca por ser uma ruptura com a formalidade da época, serve como um basta ao puritanismo norte-americano. Sim, é um convite à rebeldia sem causa como forma de verbalizar uma busca pela identidade e pela auto-afirmação. Os personagens jovens do filme subvertem, questionam e são imersos na rebeldia - estes que condicionam a vida na mais pura fidelidade de um para o outro. James Dean representa o jovem carente, marginalizado e inconseqüente. A juventude ali é passional, emocional e imatura. A rebeldia é necessária para evidenciar a insatisfação generalizada, contextualizada. Mais que uma busca existencial: uma maneira de atrair a atenção da sociedade, chamar atenção ao seio familiar. Há uma relação nítida de homossexualidade e carência intensa de Plato ao Jim, sua admiração beira ao misto da devoção e do desejo juvenil. Plato sentia a necessidade de ter Jim como uma figura paterna, eis a contradição. Jim é o centro da atenção: é desejado por Plato e Judy - seu charme, seu comportamento e atos rústicos geram desejo alheio, seu comportamento e personalidade contagia proporcionando o tesão aos dois amigos. Seria Jim um modelo a ser seguido? Havia nele um desejo de consumir os outros e ser consumado de desejo. Jovens no turbilhão de questionamentos, desejos e delícias sexuais da puberdade. O filme é, portanto, um aprofundado estudo da juventude transviada, magistralmente interpretado pelos trio central: James Dean, Natalie Wood e Sal Mineo. E s charmosa trilha sonora de Leonard Rosenman acentua o tom saboroso das cenas. Os personagens masculinos têm um sexy-appeal com o look das jaquetas pretas, camisetas brancas e jeans - além de astutos, altivos e instintivamente rebeldes. Fatalmente os três atores principais vieram a falecer de maneira trágica.

ÍTALO CALVINO NASCEU EM CUBA!


“Não é verdade que já não me lembro de nada, as lembranças ainda estão lá, escondidas no novelo cinzento do cérebro, no úmido leito de areia que se deposita no fundo da torrente dos pensamentos...” Os pensamentos de Italo Calvino, mergulhados na vivência e saber, nos assombram e demarcam caminhos que iluminam a sabedoria. Calvino traçou muitos caminhos pela vida afora. Um deles é “O Caminho de San Giovanni” (Ed. Cia. das Letras), composto por narrativas escritas entre 1962 e 1977, ou seja, fragmentos, lampejos que transitam entre a memória e a reflexão.

“O Caminho de San Giovanni”, que abre o livro, evoca a adolescência passada em San Remo, as divergências entre pai e filho, a natureza bucólica e a paixão pela cidade. “Autobiografia de um espectador” é o escritor descobrindo o cinema, sua adoração pelo imaginário de Hollywood. Calvino ainda revela a confluência do seu mundo com o mundo do circo de Fellini, mundo desenhado a partir do humor poético, crepuscular e angélico.

“Lembranças de uma batalha” narra os tempos de guerrilheiro antifascista na Ligúria. Calvino volta-se no tempo, “perscrutando o fundo do vale da memória”, para recuperar os sons, imagens e palavras que o infernizaram na época da Segunda Guerra. Em “La poubelle agrée” descobrimos o humor de Calvino a partir dos gestos banais, como pôr o lixo fora de casa. Para encerrar, “Do opaco”, um texto poético que tenta desvendar “o lugar geométrico do eu” no mundo, “o eu que só serve para que o mundo receba continuamente notícias da existência do mundo, um engenho de que o mundo dispõe para saber se existe”.

Os exercícios de memória de Calvino não apresentam a verve do ficcionista, do fabulista que se encontra em “Palomar” ou nas “Cidades Invisíveis”, quando o autor dedica-se a renovar a arte literária. Em “O castelo dos destinos cruzados” ou em “Se um viajante numa noite de inverno”, o ficcionista reflete sobre o ato de escrever num mundo já conquistado, “colonizado por palavras”.

Italo Calvino é discípulo espiritual de Jorge Luis Borges. Calvino, ao decifrar Borges, decifra-se como uma esfinge: “Em cada texto, por todos os meios, Borges fala do infinito, do inumerável, do tempo, da eternidade ou da presença simultânea ou da dimensão cíclica dos tempos”. Calvino também reflete sobre as coisas que acontecem no tempo múltiplo, templo plural, tempo de uma ação que acontece no presente, mas que se bifurca entre o passado e o futuro.

As narrativas do autor de “Os amores difíceis” são reinvenções de um aventureiro da literatura. Calvino é autor de idéias, cerebral e livresco. Reinventor de lendas medievais. Toda sua literatura é uma reescritura (paródia). Adepto da ficção absurdamente elaborada. De estilo imprevisível, alterna humor, erudição, deslumbramento e ironia. É um descobridor do fantástico no real. A ficção mapeia a história de humor e amor. Nada que não esteja fora dos interstícios da realidade. Apesar de que toda literatura aspira ao fictício.

FUDENDO A RECEPCIONISTA, por Felipe Negão.

BOM, GENTE, O QUE PASSO A LHES CONTAR ACONTECEU COMIGO NO FIM DE 2008, QUANDO EU TRABALHAVA EM UMA SECRETARIA DE ESPORTES, E ERA A SEGUNDA PESSOA DO SECRETÁRIO. LOGO APÓS A CAMPANHA ELEITORAL VEIO TRABALHAR NA SECRETARIA UMA MOÇA DE SEUS 23 ANOS, BRANQUINHA, OLHOS CASTANHOS CLAROS, BUNDA REDONDINHA, PEITOS MÉDIOS. LOGO QUE ELA CHEGOU QUIS ME CONHECER, POIS OUVIU FALAR MUITO DE MIM PELA MANEIRA QUE EU TRATAVA OS MEUS COMANDADOS, E ASSIM QUE EU CHEGUEI E FUI PARA A MINHA SALA ELA INVENTOU UMA DESCULPA E FOI ATÉ MINHA SALA. CONVERSAMOS E DEPOIS DE ALGUNS DIAS ESTÁVAMOS ÍNTIMOS, ELA PEDIU MEU NÚMERO DE TEL E ME LIGAVA DE NOITE E CONVERSÁVAMOS MUITO. NA NOSSA CONVERSA FIQUEI SABENDO QUE ELA ERA CASADA E QUE TINHA UM FILHO DE 1 ANO, MAS QUE SEU CASAMENTO ESTAVA INDO MUITO MAL. TROCAMOS MSN E FICAMOS TECLANDO DE NOITE. FOI QUANDO ELA ME DISSE QUE ME ACHAVA UM NEGÃO BONITO E COM CARA DE SACANA, ME DISSE QUE PARECIA QUE EU TINHA O PAU GRANDE. EU DISSE A ELA QUE MATARIA SUA CURIOSIDADE O DIA QUE ELA QUISESSE.

NO DIA SEGUINTE, QUANDO CHEGO DO ALMOÇO, ELA ESTAVA NA RECEPÇÃO E ME CUMPRIMENTOU. CONVERSAMOS, EU FUI PARA MINHA SALA E ELA INTERFONOU, DIZENDO QUE ANTES DE IR EMBORA QUERIA MATAR A SUA CURIOSIDADE. COMO O SECRETÁRIO JÁ TINHA IDO EMBORA, EU PEDI A ELA PARA FAZER UM DOC. NA MINHA SALA. QUANDO ELA ENTROU, EU SAI E DISPENSEI O RESTANTE DO PESSOAL , FICANDO SÓ NÓS DOIS NO PRÉDIO DA SECRETARIA. QUANDO EU ENTREI NA SALA, ELA ME OLHOU E FALOU QUE QUERIA VER A TORA DO NEGÃO. EU FUI AO SEU ENCONTRO, BEIJEI SUA BOCA, COMEÇAMOS A NOS ACARICIAR, LOGO ELA TAVA SEGURANDO MEU CACETE E APERTANDO, ALISANDO, E EU BEIJAVA SEU PESCOÇO, PERCORRIA MINHA MÃO SOBRE O SEU VESTIDO E PUDE PERCEBER QUE ELA TAVA COM UMA CALCINHA DE RENDA, ISSO ME DEU O MAIOR TESÃO, ENTÃO ELA SENTA EM UMA CADEIRA, ABRE MINHA CALÇA E LIBERA MEU CACETE QUE JÁ ESTAVA DURO FEITO PEDRA, TODO MELADO LATEJANDO, ELA OLHA E DIZ: “É DO JEITINHO QUE EU IMAGINAVA”.

SEM DIZER MAIS NADA, COMEÇA A LAMBER A CABEÇA, SUGAR E PUNHETAR DE LEVE, EU PEGUEI NO SEU CABELO E LEVANTEI SEU ROSTO COM A OUTRA MÃO, BATI NA CARA COM A MINHA PICA, ELA FICOU ALUCINADA, SOCOU MINHA PICA NA BOCA E CHUPOU COM VONTADE E MUITO TESÃO, EU A DEIXEI FICAR BEM À VONTADE, FIZ ELA FICAR DE PÉ, BEIJEI SUA BOCA COM MUITO TESÃO E FUI APERTANDO SUA BUNDA, ALISANDO SEU PEITO, NÃO AGUENTANDO MAIS TIREI SEU VESTIDO, COMECEI A CHUPAR SEU SEIO, ALISANDO SUA BUCETA POR CIMA DA CALCINHA, FUI DESCENDO MINHA BOCA PELA SUA BARRIGA, UMBIGO,VIRILHA, LAMBI SUAS COXAS E COMECEI A TIRAR SUA CALCINHA COM OS DENTES, ELA FICOU LOUCA DEITADA NA MINHA MESA, QUANDO TIRO A CALCINHA VEJO UMA BUCETA DEPILADA, CHEIROSA COM UM GRELO DEICIOSO VERMELHINHO, ENTÃO ENCOSTEI 2 DEDOS NO SEU GRELO E COMECEI UMA SIRIRICA.

ENQUANTO IA COLOCANDO MINHA LÍNGUA NO SEU GRELO, ELA GEMIA, FALAVA QUE GOSTA DE GRITAR E EU DISSE PARA ELA FICAR À VONTADE, POIS NA MINHA SALA TEM FORRO, ENTÃO ELA COMEÇOU A FALAR: “CHUPA MINHA BUCETA, SEU FILHO DA PUTA GOSTOSO! AI , PORRA QUE TESÃO! CHUPA, SEU SACANINHA, VAI PORRA!” ENTÃO COMECEI A COLOCAR 1 DEDO NO SEU CU, ELA FICOU MAIS LOUCA AINDA E GRITOU: “QUE DELICIA!!!” ELA COMEÇOU A EMPURRAR MINHA CABEÇA NA SUA BUCETA E GOZOU, GOZOU AOS BERROS, EU PEGUEI UMA CAMISINHA, PASSEI PRA ELA COLOCAR COM A BOCA, E ASSIM ELA FEZ. FICOU DE 4, EU COLOQUEI A CABEÇA DA PICA NA SUA BUCETA E FUI EMPURRANDO. A VAGABUNDA COMEÇOU A GEMER E MANDANDO EU TRATAR ELA COMO PUTA, COMECEI A PEGAR EM SEU CABELO, BATER NA SUA BUNDA, NA SUA CARA, CHAMAR ELA DE VAGABUNDA, CACHORRA , PIRANHA, VADIA, E DEI ESTOCADAS VIGOROSAS NELA, LOGO ELA SE TREMEU TODA E TEVE UM ORGASMO, DIZENDO QUE ISSO SIM É UMA FODA DE VERDADE,TIREI MINHA PICA DA SUA BUCETA E, SEM CERIMÔNIA, COLOQUEI NA ENTRADA DO SEU CU, ELA FALOU QUE ESTAVA LOUCA POR ISSO E FUI METENDO DEVAGAR, ELA GRITAVA, FALAVA: “ARROMBA MEU CU, SEU SACANA, SEU NEGÃO TARADO, SEU GOSTOSO!” E GRITAVA: “AI, PORRA!!!”

ISSO TUDO ME DEIXOU A MIL E COM POUCAS ESTOCADAS EU GOZEI NAQUELE CU QUE ME DEIXOU LOUCO. SAÍMOS MAIS UMAS 20 VEZES E ELA TEVE QUE SAIR DO EMPREGO. MAS SEMPRE NOS FALAMOS E JÁ MARCAMOS PARA NOS ENCONTRARMOS SEMANA QUE VEM. SE REALMENTE ACONTECER, EU VOU CONTAR A VCS.

DESCULPE POR SER TÃO COMPRIDO MEU CONTO.

ENDEREÇO PARA CONTATO: seupreto80@hotmail.com

Reconheça: Krishnamurti.

A essência dos ensinamentos de Krishnamurti está contida na declaração feita por ele em 1929: ''A verdade é uma terra sem caminho". O homem não chegará a ela através de organização alguma, de qualquer crença de nenhum dogma, de nenhum sacerdotal ou mesmo um ritual, nem através de nenhum conhecimento filosófico ou técnica psicológica. Ele vai encontrá-la através do espelho do relacionamento, através do entendimento dos conteúdos de sua própria mente, através da observação, e não através de análise intelectual ou dissecação introspectiva".Em 1980, o próprio Krishnamurti escreveu uma declaração que pode ser lida no volume dois de sua biografia "Krishnamurti, os Anos de Plenitude", por Mary Lutyens: "O ser humano não pode construir imagens dentro de si mesmo, como uma cerca de segurança - religiosa, política, pessoal. Elas de manifestam como símbolos, idéias, crenças. O peso dessas imagens domina o pensamento humano, seus relacionamentos e sua vida diária. Essas imagens são as causas de nossos problemas porque elas separam as pessoas umas das outras. A sua percepção da vida é moldada pelos conceitos já estabelecidos em sua mente. O conteúdo de sua consciência é a sua consciência total. Esse conteúdo é comum a toda humanidade. A individualidade é o nome, a forma e a cultura superficial que o homem adquire da tradição e do meio ambiente. A singularidade do homem não se encontra no superficial, mas na completa libertação dos conteúdos de sua consciência, comum a toda humanidade. Assim, ele não é um indivíduo.
O indiano dizia que " a liberdade não é uma reação, nem tão pouco uma escolha. É pretensão do ser humano achar que, por ter escolha, ele é livre. A liberdade é pura observação sem direção, sem medo de punição e recompensa. A liberdade é sem nenhum motivo, a liberdade não está no fim da evolução humana, mas se encontra no primeiro passo da sua existência. Pela observação, a pessoa começa a descobrir a falta de liberdade. A liberdade é encontrada no estar atento, sem escolha, à nossa existência e atividades diárias.

Para ele, o pensamento é tempo. "O pensamento nasce da experiência e do conhecimento, que são inseparáveis do tempo e do passado. O tempo é o inimigo psicológico do ser humano. Nossa ação é baseada no conhecimento e, portanto, no tempo. Assim, o ser humano é sempre escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e assim nós vivemos em conflito e luta constantes. Não há evolução psicológica.

Em 1980, seis anos antes de morrer, Krishnamurti estava fazendo uma palestra em Brockwood, na Inglaterra, quando foi questionado sobre os motivos que o levaram a continuar falando, após 50 anos, como mensageiro, gastando energia, quando ninguém parecia mudar.Ele sábia e serenamente respondeu: "Antes de mais nada, eu não dependo de vocês como um grupo que vem ouvir o palestrante. O orador não está ligado a nenhum grupo em particular, nem está precisando de uma assembléia. Penso que quando alguém vê algo verdadeiro e belo, ele quer contar às pessoas sobre isso, por afeição, por compaixão, por amor. E, se não houver quem esteja interessado, tudo bem, mas aqueles que estão interessados, talvez eles possam reunir-se. Você pode perguntar à flor por que ela cresce, por que ela tem perfume? É pela mesma razão que o orador fala".

Krishnamurti defendia a qualidade das amizades, do afeto. "Existe uma forma de comunhão que não é verbal, que necessita aquela peculiar qualidade de atenção e sossego. Assim como dois amigos muito íntimos que não têm que falar muito, que não têm que entrar em longas e complicadas explicações, que compreendem um ao outro naquele próprio silêncio em que existe a comunhão da amizade. Dois amigos muito íntimos podem ficar muito quietos, cada um com seus próprios problemas e, nessa quietude, nesse silêncio, acontece uma outra atividade que pode resolver o problema".

Sobre o medo ele escreveu: "Enfrente o medo, convide-o, não o deixe chegar de repente, inesperadamente, mas encare-o constantemente, busque-o com diligência e determinação. Não deixe os problemas criarem raiz. Passe por eles rapidamente, atravesse-os como se estivesse cortando manteiga. Não permita que eles deixem uma marca, acabe com eles assim que eles apareçam. Você não pode evitar ter problemas, mas acabe com eles imediatamente".


Linhas iniciais de “A Polaquinha”, Dalton Trevisan.



Bobinha, de mim já não falo. Me enxugava no banheiro. Puxa, que susto.
- Está nascendo cabelo…
Um por um, tentei arrancar - doía muito. Confessei o medo para minha irmã.
- Lá embaixo.
Ela me acalmou:
- Sua tonta, é assim mesmo. Quando veio a primeira vez, bem me apavorei.
- Estou sangrando. Acho que vou morrer.
Correndo a toda hora ao banheiro.
- Estou me esvaindo… De novo, minha irmã:
- Agora você sabe. O que é moça. Daqui a um mês. Todo mês.
Me ensinou a usar toalhinha, ainda o tempo da toalhinha. Esquecida horas no banheiro, lavando, lavando. Para a mãe não ver.
O seio aflorando, o biquinho doendo - de sete novenas fiz promessa.
- Meu Deus, me acuda. Se aperto o biquinho, sai leite?O primeiro namorado, sabe o quê? Ah, o beijo único na boca. Já era pecado: duas línguas na boca. Me abraçava, eu tremia de gozo. Tanto medo: duro, grande, furando a calça. O tempo das primeiras calças justas. Ele descia reto: o começo ali no umbigo? Como adivinhar que se dobrava para cima?
Os dois de pé, na varanda, naquelas tardes fagueiras. Qual era o versinho antigo? À sombra das bananeiras, agarradinhos, debaixo dos laranjais. Pelos cantos, a sua terceira mão, na escola noturna. Oh, João.
Passamos o domingo na praia. Galinha com farofa, a descoberta do mar, o rosto em fogo do sol. De volta, no ônibus, minha mãe dormia ao lado. Começamos a nos beijar ali no escuro.
- É um jogo - eu disse. - O que faço em você, faz em mim.
Morria de vontade que me pegasse no seio. Qual seria a sensação? Primeiro um beijinho no nariz. Alisei o queixo, a penugem do braço. Abri-lhe a camisa, achei um cabelo crespo no peito. Um olho nele, outro na mãe dormindo. Se ela acorda, já pensou?

Versos Amorosos do Mário Quintana.


Fere de leve a frase... E esquece... Nada
Convém que se repita...
Só em linguagem amorosa agrada
A mesma coisa cem mil vezes dita.
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DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
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Minha vida não foi um romance...
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amar, não digas, que morro
De surpresa... de encanto... de medo...
Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.
Minha vida não foi um romance...
Pobre vida... passou sem enredo...
Glória a ti que me enches de vida
De surpresa, de encanto, de medo!
Minha vida não foi um romance...
Ai de mim... Já se ia acabar! Pobre vida que toda depende
De um sorriso.. de um gesto.. um olhar...

CANÇÃO DO AMOR IMPREVISTO

Eu sou um homem fechado.
O mundo me tornou egoísta e mau.
E a minha poesia é um vício triste,
Desesperado e solitário
Que eu faço tudo por abafar.
Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada,
Com o teu passo leve,
Com esses teus cabelos...
E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita...
A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil
Aonde viessem pousar os passarinhos.

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"Mas onde já se ouviu falar num amor á distância,
Num teleamor ?! Num amor de longe…
Eu sonho é um amor pertinho… E depois
Esse calor humano é uma coisa que todos - até os executivos têm
É algo que acaba se perdendo no ar
No vento
No frio que agora faz… Escuta!
O que eu quero
O que eu amo
O que eu desejo em ti
É teu calor animal… "


BILHETE
Se tu me amas,
ama-me baixinho.
Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
.....tem de ser bem devagarinho,
.....amada,
.....que a vida é breve,
.....e o amor
.....mais breve ainda.

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POEMINHA SENTIMENTAL

O meu amor, o meu amor, Maria
É como um fio telegráfico da estrada
Aonde vêm pousar as andorinhas...
De vez em quando chega uma
E canta
(Não sei se as andorinhas cantam, mas vá lá!)
Canta e vai-se embora
Outra, nem isso,
Mal chega, vai-se embora.
A última que passou
Limitou-se a fazer cocô
No meu pobre fio de vida!
No entanto, Maria, o meu amor é sempre o mesmo:
As andorinhas é que mudam.

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Nunca diga te amo se não te interessa. Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toque numa vida se não pretende romper um coração.
Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti.
A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você quando você não pretende fazer o mesmo.

Amar:
Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.
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