sábado, 8 de maio de 2010

Minha casa, minha vida: Favela da Rocinha.

Os primeiros moradores da Rocinha começaram a se estabelecer nas terras da antiga fazenda Quebra-Cangalha por volta de 1930, quando toda a área onde antes existiam grandes engenhos de açúcar foi repartida em pequenas chácaras. Os produtos cultivados pelas famílias que se fixaram ali – a maioria invasores que haviam perdido tudo com a crise do café em 1929 - eram colocados a venda na feira da Praça Santos Dumont, que na época abastecia toda a Zona Sul carioca. O nome Rocinha, no entanto, só começaria a ser usado em meados dos anos 30.
Segundo os moradores mais antigos da favela, quando os fregueses perguntavam de onde vinham as frutas e legumes vendidos na Praça Santos Dumont, todos diziam que era de uma tal "rocinha" no Alto Gávea. E o nome acabou pegando.


Considerado atualmente o primeiro imóvel construído na Rocinha, a casa número 1 da Estrada da Gávea chegou a ter suas obras embargadas pelo prefeito Pedro Ernesto em 1932. Segundo ele, os moradores teriam se apropriado indevidamente do terreno. Mas a lentidão no julgamento do processo acabou incentivando novas invasões nos anos posteriores. Surgiram assim os primeiros barracos de madeira na região.

(O pequeno sobrado na Estrada da Gávea que deu origem à Rocinha foi transformado em Centro Cultural em 2003 por decreto do ministro da Cultura Gilberto Gil).

A Rocinha chegou a ser conhecida como a maior favela da América Latina nos anos 80. Segundo cálculos da época, cerca de 200 mil pessoas moravam no morro. Os números atuais, mais realistas, colocam a Rocinha ainda como uma das maiores favelas do Rio com pouco mais de 50 mil moradores (Censo 2000).

O período de maior crescimento aconteceu durante o ‘boom’ imobiliário dos bairros de Ipanema, Leblon, Gávea e Jardim Botânico nos anos 50 e 60, quando milhares de nordestinos se fixaram na favela atraídos pelas oportunidades na construção civil.

Outras fontes na favela dizem que o nome Rocinha seria uma referência à uma antiga moradora, muito branca, com cabelos quase louros, apelidada de "russinha". Por ser muito conhecida na região, as pessoas falavam: "vou lá onde mora a russinha".




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