sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Direto da Reader’s Digest: Chamado selvagem.



Por Kim Willsher

Ela cresceu livre na África. Será que conseguirá se adaptar à vida na cidade?

Na última cena do filme Mogli, o menino lobo, o personagem principal deixa para trás a floresta onde cresceu e entra na “aldeia dos homens”. Os amigos Balu, o urso, e Baguera, a pantera, observam. “Iria acontecer mais cedo ou mais tarde”, diz Baguera. “Agora Mogli está no lugar dele.” Para Tippi Degré, apelidada menina-mogli, não é fácil descobrir qual é o seu lugar. Faz dez anos que ela trocou a selva africana onde cresceu pela “aldeia dos homens” em Paris, mas a adolescente ainda não resolveu bem essa questão.

Hoje, aos 18 anos, ela estuda cinema na renomada Universidade Sorbonne, na capital francesa, e luta para conciliar os dois mundos tão diversos onde viveu.

“Ela teve uma infância extraordinária na África”, explica sua mãe, Sylvie Robert. “Era um mundo mágico que, para ela, representava a felicidade perfeita. Depois, teve de vir para Paris estudar, onde encontrou uma realidade bem diferente. Acho que Tippi sente que a África foi arrancada dela, e isso lhe causou dor e uma tristeza profunda. Ela nunca se queixou, nunca conversou sobre esse assunto. Foi simplesmente como se uma parede desmoronasse.”

A mãe continua o relato:

“A primeira reação de Tippi foi se sentir encurralada com a falta de espaço na cidade. Ela dizia: ‘Maman, é estreito demais entre os prédios. Não consigo ver o céu.’ Nunca tive medo de deixá-la solta na floresta, porque ela estava acostumada àquela vida e às regras do mundo selvagem, mas a vida urbana é cheia de perigos.”

Tippi Benjamine Okanti Degré nasceu em 1990, em Windhoek, capital da Namíbia, e recebeu o nome da atriz americana Tippi Hedren, estrela do filme Os pássaros, de Alfred Hitchcock. No dialeto namibiano, okanti é o nome do suricato, pequeno mangusto que levou os pais, Sylvie Robert e Alain Degré, fotógrafos autônomos da vida selvagem, ao deserto do Kalahari.

As fotografias que tiraram da filha pequena e descabelada interagindo com os bosquímanos, brincando com animais selvagens, andando nua pelas dunas do deserto e perambulando na mata vestindo apenas uma tanga durante as viagens pelo sul da África encantaram o mundo.

Tippi era uma filha da natureza. Seu parque de diversões eram a floresta e o deserto, seus amigos, os grandes felinos, elefantes, cobras, avestruzes e as outras criaturas que lá viviam.

As fotografias se transformaram em Tippi: Mon livre d’Afrique (Tippi: meu livro da África), publicado em 14 países.

Duas fotos na mesa de centro do apartamento da mãe, no Marais, em Paris, resumem a esquizofrenia geográfica da vida de Tippi. Numa delas, a da capa do livro, a menina acaricia um filhote de leão. Na outra, está em pé numa rua de Paris, à frente de uma parede coberta de pichações.

Sylvie, de 52 anos, diz que, em 2000, quando se instalaram em Paris, a adaptação à vida urbana foi difícil para Tippi. Num golpe duplo para a menina, a volta à França coincidiu com a decisão dos pais de encerrar o casamento de 25 anos. “Tippi tinha 10 anos, e o sentimento de ruptura foi total. Ela teve de lidar com a separação da vida que levava na África e com a separação do pai”, conta Sylvie. “Morávamos em Madagascar e voltamos à Europa para o Natal de 1999 porque Tippi, que já era famosa na época, fora convidada para participar de um programa da TV francesa. Em Paris, o pai de Tippi e eu terminamos nosso relacionamento.”

Sylvie explica que, como muitas crianças de pais separados, Tippi achou difícil entender por que o seu amado “Dadou” virou um pai ausente. “Até então, vivíamos sempre juntos, dia e noite. Primeiro, Alain e eu, e depois, quando Tippi nasceu, nós três. A vida dela sempre foi assim: nós três juntos.”

Sobre esse período, Sylvie conta apenas que foi muito conturbado e que a relação de Tippi com o pai a partir de então foi, e ainda é, complicada.

“Não nos sentamos para discutir esse assunto como fariam as famílias normais porque não éramos uma família normal. Nunca expliquei nada e ela nunca perguntou”, confessa Sylvie. “A maior preocupação de Tippi era continuar colada a mim, como fora durante a infância. Eu era o centro do mundo dela, e desde que eu estivesse a seu lado, ela se sentiria bem. Tippi via felicidade em tudo: em sua vida na África, nos animais, fossem quais fossem. Ela era tão feliz com as galinhas quanto com os guepardos. Nunca imaginou que a vida na África acabaria um dia. Quando percebeu que isso tinha acontecido, não disse nada. Tentou esquecer, pois as lembranças eram dolorosas.
Tippi costumava frequentar escolas francesas nas férias e tivera um tutor em Madagascar, mas nunca cursara um ano letivo completo. “Veja o que ela achou disso”, ri Sylvie, mostrando uma fotografia de Tippi sentada na sala de aula, atrás de uma carteira onde o estojo e os livros estão arrumados com precisão matemática. A menina não sorri. Seu rosto está quase carrancudo.

A mãe explica como foi aquela experiência:

“Ficar o dia todo na escola foi duro.” Embora nunca tenha sido arrogante, ela era a “Tippi da África”. Paris não era o seu mundo, e ela tentou fugir. De acordo com os relatórios da escola, ela não se integrava, não falava. Sentava-se longe das outras crianças.

A menina se sentia uma estranha e teve dificuldade de fazer amigos. Em Tippi: Mon livre d’Afrique, publicado depois que voltou à França, ela escreveu: “Todo mundo tem problemas. Não tive nenhum na época em que morei na selva africana.”

Em outro trecho, ela conta: “Quando voltei à França, tentei conversar com pardais, cães, pombos, gatos, vacas e cavalos. Não deu certo. Não sei por quê. Acho que é porque o meu verdadeiro país é a África, não a França.”

“Tippi sentiu muita falta dos animais”, conta Sylvie. “Costumava correr atrás dos bichos que encontrava na cidade. Chegava até a pegar e acariciar pombos sujos.” Ela aponta o canto da sala. “Um dia Tippi encontrou um camundongo envenenado bem ali e me implorou para que eu a deixasse segurá-lo. Ficou sentada enquanto ele morria em suas mãos. Foi horrível. A separação da vida anterior foi total, mas eu não tive opção. Ela precisava estudar. Só queria o melhor para minha filha.”

Com a chegada da adolescência, esse relacionamento incomum entre mãe e filha enfrentou novas pressões. Houve as discussões típicas sobre estudos, namoro e liberdade.

“É estranho, mas Tippi achava que eu não era rígida o bastante. Eu queria lhe dar espaço para que tomasse suas próprias decisões, para mostrar amor, confiança e respeito por ela como indivíduo, e Tippi encarou isso como uma traição, como se eu a largasse enquanto ela ainda precisava de mim.”

Como a leoa e seu filhote, Sylvie é ferozmente protetora e rápida ao pular em defesa da filha única. Diz não se importar com as críticas, mas a maneira como volta ao assunto revela que talvez se incomode mais do que admita.

“Muitas pessoas, até da família, não entenderam as escolhas que fiz por Tippi, mas segui o meu coração.”

Hoje, depois de passar dois anos dedicando-se aos estudos para terminar o ensino médio e passar no vestibular, Tippi mora num conjugado unido ao apartamento da mãe por um corredor que Sylvie chama de “cordão umbilical”. Ela diz que Tippi fica insegura não só em relação ao lugar a que pertence mas também a respeito de quem é.

Sylvie escolhe as palavras com cuidado. “Tippi ainda não sabe como expressar o que viveu. Ela recorre a mim em busca de respostas. Decidi que já é hora de ela se libertar e viver a própria vida. Tenho de ajudá-la, empurrá-la com jeitinho para que tome as rédeas da própria vida.

Sylvie se cala e, como se tivesse sido combinado, Tippi entra na sala – uma figura miúda e delicada de jeans branco e camiseta também branca, aparentando menos de 18 anos.

Ela para e ralha com dois periquitos numa gaiola, Bozo e Angie, por piarem alto demais. Depois olha pela janela e se preocupa com a possibilidade de sua motoneta ser multada por estacionar em local proibido. Dois símbolos de mundos diferentes.

Anos atrás, quando chegou a Paris, perguntaram a Tippi qual era a sua nacionalidade e ela respondeu: “Sou africana.” A mãe conclui: “Não sei o que Tippi fará, mas acho impossível que a vida não a leve de volta à África. É inevitável. Lá é o lugar dela.”

Garotas Suecas

Com seis anos de estrada, três EPs, uma estatueta de Aposta MTV e quatro turnês nos Estados Unidos - que renderam elogios nos jornais The New York Times e The Washington Post, o grupo paulistano Garotas Suecas lança seu primeiro álbum, Escaldante Banda, com direito a turnê nacional.

Os meninos Guilherme Saldanha (vocal), Fernando "Perdido" Machado (baixo), Sérgio Sayeg (guitarra), Nico (bateria) e Tomaz Paoliello (guitarra) e a menina Irina Bertolucci (teclados), da Garotas Suecas, começaram tocando no Café Aprendiz, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo. "O nome da banda é uma homenagem a um cantor gringo que conhecemos em Foz do Iguaçu, que compôs uma música para algumas garotas suecas que ele conheceu na cidade", explica Tomaz. E, assim, partiram para estrada.

De volta às origens, BRAVO! conversou com quatro dos seis membros do grupo. Entre piadas, palhinha e água mineral, Guilherme, Fernando, Sérgio e Tomaz falaram sobre o novo CD, o sucesso nos EUA e ainda fizeram um pedido ao Rei Roberto Carlos para participarem de seu especial de fim de ano.

Como é o processo de composição das músicas da banda? Quais são as suas principais influências?

Tomaz Paoliello: É bem variado. A maioria das letras vem de uma conversa com a banda. A partir disso, as músicas se desenvolvem.

Sergio Sayeg: Nossas influências são a música americana dos anos 60 e 70 e o soul. E letras saem das nossas cabeças, não tem muito do que teorizar.

O álbum sai agora, após seis anos de carreira. O que mudou no grupo durante este período?

TP: Eu acho que o Garotas Suecas de hoje é melhor do que quando começou. Nós tocamos melhor, entendemos melhor as ideias uns dos outros e temos mais maturidade para fazer escolhas. O disco saiu mais próximo do que queríamos dos nossos trabalhos anteriores. Hoje temos uma capacidade maior de traduzir nossas ideias.

Guilherme Saldanha: Soubemos incorporar toda a gama de influências que tínhamos no começo da banda, coisas do rock de garagem dos anos 70. Crescemos e aprendemos, adquirimos um bom gosto, aprendendo a comer espinafre. Acho que este álbum reflete um pouco esta nossa trajetória.

Vocês fizeram vários shows em outros países e começarão a se apresentar no Brasil. O que esperam desta turnê nacional?

TP: A grande diferença entre o público daqui e o de lá é que os brasileiros entendem o que nós estamos falando. Nos Estados Unidos, as letras em português nos limitava. Este disco foi feito especialmente para os brasileiros e o que queremos é tocar muito por aqui.

Vocês permitem que os fãs baixem o álbum de vocês no site da banda. Qual a relação de vocês com a internet?

SS: Desde que a banda começou, nós sempre usamos a internet para divulgar o nosso trabalho. Achamos que é muito bom ter este tipo de relação aberta com a música gravada. Assim as pessoas quase não têm desculpa para não ouvir o som.

Qual é o próximo passo da Garotas Suecas depois deste álbum?

GS: O próximo passo é divulgar o disco pelo Brasil. Nós ainda não tocamos fora de São Paulo.

TP: Estamos preparando clipes novos para continuar a divulgação. Queremos viajar tocando este show que está muito bom. É o melhor que conseguimos fazer até agora e espero que ainda melhore.

GS: E o nosso grande projeto que é participar do especial do Roberto Carlos vai ficar para o ano que vem. Já estamos em dezembro e ele já deve ter gravado. Roberto, chame a gente!


Aconteceu em 2010: Lou Reed no Brasil.

Imaginem como seria se hoje, em pleno ano de 2010, Marcel Duchamp enviasse a sua obra Fountain (um urinol, vaso sanitário, assinado com pseudônimo) para a Bienal de São Paulo. Haveria escândalo? O público fugiria? A crítica se enfureceria, como em 1917?

Lou Reed propôs algo parecido na noite de anteontem no Sesc Pinheiros com o seu Metal Machine Trio, com um efeito final curioso. Passou um espanador numa obra de impacto antiestético, o disco Metal Machine Music - An Electronic Instrumental Composition (RCA, 1975). Aquele álbum, hoje com 35 anos, era feito somente de música aleatória, álbum duplo com quatro faixas contínuas sem picos dramáticos, sem manipulação de emoções. Um manifesto de vanguarda ("Isso não tem significado para o mercado", advertia o cantor, nas notas do álbum).

Metal Machine Music, portanto, prestava-se a um questionamento ético - o que significa fazer música para entreter plateias? "Esse disco não é para festas, dança, música de fundo ou romance", escreveu Lou Reed. Quando foi anunciado seu novo projeto com o Metal Machine Trio, ficou no ar a questão: como ele retomaria aquela ideia, sem parecer déjà-vu, extemporâneo e, pior ainda, exibicionista?

A resposta, para os brasileiros, veio no show do Sesc, com todas as implicações de respeito e rejeição que a resolução da charada traria. Lou, tocando na penumbra, cercou-se de dois parceiros aplicados, que davam pinta de ter escapado de alguma banda extinta de metal melódico: o saxofonista Ulrich Krieger e o piloto de botões Sarth Calhoun, que também operava uma percussão eletrônica.

Livre improvisação num território eletrônico, um jazz de serralheria. Feedback, realimentação contínua dos sons, alternância de velocidades da guitarra (Lou Reed, sentado no centro do palco, parecia uma velha costureira do purgatório) e rasantes de saxofone. O efeito, na maioria do tempo, era de que o Metal Machine Trio tinha enfiado 1.000 pessoas (a lotação do teatro) numa espécie de máquina de ressonância magnética coletiva.

Os desavisados saíam às dezenas do teatro do Sesc Pinheiros após uns 20 minutos de show. Surpreendidos por uma música abstrata, cheia de distorções, sem melodias, sem padrões, sem canto, assaltos de urros e restos de sons urbanoides, como sirenes e metrôs, alguns sentiam-se lesados. "Está insuportável", dizia a educadora Ísis de Palma. "É um desconforto que dá, é um incômodo", definia a professora.

Como cães metálicos ganindo, a guitarra de Lou Reed gemia e o saxofone de Ulrich Krieger ignoravam a movimentação apressada no escuro do teatro, em direção à porta de saída. Seus "solos" lembravam serras elétricas desgovernadas na noite de São Paulo, e só de vez em quando se intuía alguma melodia no meio de tudo aquilo. Na frente do saxofonista, haviam falsas partituras - não é o tipo de música que se escreve.

Lou trabalhou a criação eletrônica ao vivo, com instrumentos eletrônicos e eletroacústicos, criando música em progresso. A referência ao álbum clássico só foi dada somente 10 minutos antes do início do show - enquanto a plateia ainda se sentava, o sistema de som tocava faixas do mais odiado disco do rock. De vez em quando, as vozes eram usadas para criar mantras soltos, que eram repetidos pelos laptops e juntavam-se a novos mantras.

Somente na metade do show é que Lou soltou algumas frases soltas ("O que você pensa? O que você vê?"), sob uma base que lembrava uma improvisação jazzística, mas um primo bem remoto desta. Com gestos enérgicos com as mãos, como um maestro da improbabilidade, Lou ordenava ao outro parceiro da noite, Sarth Calhoun, que operava os laptops ao vivo, para que castigasse a percussão eletrônica, ou estendesse efeitos.

Nos anos 1950, a música eletroacústica de Pierre Henry e Pierre Schaeffer utilizava-se de um banco de sons que armazenava desde gritos de animais a barulhos industriais editados. O alemão Stockhausen chegou a fazer um concerto com um quarteto de cordas tocando dentro de um helicóptero. Lou Reed parece concordar com Pierre Henry, que hoje em dia coloca os computadores na "categoria acidente de trabalho", preferindo sempre enfatizar os sistemas analógicos.

É preciso salientar que o show do Metal Machine Trio não seguiu de forma alguma o script daquele disco de 1975. Lou Reed fez música dessa vez, mas igualmente perturbadora quanto os ruídos do álbum. Naquela época, o artista escreveu no álbum que se sentia forçado, devido à capacidade de estimulação sensorial do seu trabalho, a advertir que poderia ter contraindicações - salientava que era delicado para hipertensos, pessoas com possibilidade de ataques epiléticos, disfunções motoras, etc.

No saguão fora do teatro do Sesc Pinheiros, a plateia que fugia gargalhava aliviada. Mas quem ficou tinha motivos fortes. Ao final, a plateia que resistiu pediu e Lou voltou. Ciente de que submetera seu público a uma provação, encerrou com uma do Velvet Underground, I"ll Be Your Mirror (a música é de 1967, do álbum The Velvet Underground & Nico, composta por Lou a partir de uma frase da cantora alemã Nico). "Com o Velvet Underground, a ideia sempre foi assumidamente lírica, verbalmente orientada para a cabeça, rock cabeça, com a exploração de vários temas tabu, como drogas, sexo e violência", disse Reed. Ao retornar a esse mundo das coisas naturais, tocando uma canção convencional no apagar das luzes, Lou Reed acabou cometendo um solitário ato de generosidade de um eterno enfant terrible do rock. Depois, foi comer numa cantina italiana.

Jornal Apocalipse Now: Banheiro para gays na quadra da Unidos da Tijuca.

A Unidos da Tijuca inaugura oficialmente neste sábado a sua nova quadra na Avenida Francisco Bicalho e uma polêmica: a criação de um banheiro destinado ao público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Para Cláudio Nascimento, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Rio, a proposta é sinal de preconceito. Ele informou que serão encaminhados ofícios a todas as escolas de samba que já tenham adotado o banheiro LGBT. Em 2006, a Unidos do Viradouro, de Niterói, inaugurou o primeiro banheiro gay de locais públicos do estado.

- É um apartheid carnavalesco. Se a intenção era incluir ou proteger os LGBT de preconceitos, tenham certeza de que ela exclui, estigmatiza, extrapola o bom senso e estimula a homofobia - afirma Claudio, que é também coordenador do Programa Rio sem Homofobia e superintendente de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.

Coordenador de comunicação social da Unidos da Tijuca, Bruno Tenório diz que a intenção foi apenas atender a uma demanda do público LGBT que frequenta a quadra da escola:

- Os transexuais se sentem discriminados. O uso desse banheiro não é uma obrigação, e sim mais uma opção. O metrô, por exemplo, tem um vagão só para mulheres, mas isso não quer dizer que elas não possam viajar nos outros.

Coreógrafo da primeira ala - a dos Ursos - voltada para gays, há cinco anos, Eduardo Saadi não vê problemas na criação do banheiro LGBT:

- Acho que é um lugar para todos se sentirem mais à vontade, longe de olhares curiosos.


Poesia do Cupido, Estrela Ruiz Leminski.






Tirar o pé do chão
esquecer o que é certo
A minha coragem
é a minha falta de ação


Olho o teu peito e sinto o deserto
Fugir e ter medo de você
cometer o erro de te querer
Sem querer eu vejo o meu
medo de mim em você






This is Amy Winehouse!

Amy Jade Winehouse (Londres, 14 de setembro de 1983) é uma cantora e compositora de soul, jazz e R&B do Reino Unido. O primeiro álbum de Amy, Frank, foi muito bem recebido, comercial e criticamente. O segundo álbum, de 2006, Back to Black, deu a ela seis indicações ao Grammy awards, das quais ela venceu cinco.

Os problemas de Amy com drogas e álcool têm sido noticiados pelos meios de comunicação ao redor do mundo em 2008. Em junho de 2008 o pai de Amy revelou aos jornalistas que ela estava com uma possível arritmia cardíaca devido a ser usuária de cigarro e cocaína.

Em 2009 Amy Winehouse garantiu estar se recuperando. Nesse ano afirmou pretender lançar um album cujo nome será Stronger Than Me; de namorado novo, declarou-se muito feliz e confirmou ter largado as drogas.

Infância e adolescência

Amy Winehouse nasceu em uma área suburbana de Southgate, bairro de Londres, numa família judia de quatro elementos com tradição musical ligada ao jazz. Seu pai, Mitchell Winehouse, era motorista de táxi e sua mãe, Janis, farmacêutica. Amy tem ainda um irmão mais velho, Alex Winehouse. Cresceu no subúrbio de Southgate e fez os estudos na instituição de ensino Ashmole School.

Amy passou a infância e parte de sua adolescência presenciando os abusos de seu pai perante sua mãe. Numa entrevista a uma rede de televisão inglesa, o pai da cantora revelou que em 1983 iniciou um caso com uma colega de trabalho, que se tornou sua esposa em 1996. "Amy e seu irmão sabiam disso e presenciavam o sofrimento da mãe. Eles chamavam-na de 'a mulher do papai no trabalho'", afirmou ele em entrevista. Na canção “What It Is About Men” a cantora se refere a o que sua mãe teve de passar e ao comportamento de "homem de família" do próprio pai.


Início da carreira


Por volta dos dez anos, Winehouse fundou uma banda amadora - e de curta vida útil - de rap chamada Sweet 'n' Sour, as Sour. Ela descreveu a banda como sendo "the little white Jewish Salt 'n' Pepa" ("a pequena Salt 'n' Pepa judaica").

Ganhou a sua primeira guitarra elétrica aos 13 anos de idade e por volta dos 16 anos já cantava profissionalmente ao lado de um amigo (depois namorado), o cantor de soul Tyler James. Estréia
O seu álbum de estréia, "Frank", lançado em outubro de 2003, foi produzido por Salaam Remi. Diversas canções do álbum possuem influências do jazz e, exceto por duas, todas as canções foram co-escritas por Winehouse. O álbum foi bem recebido pela crítica e sua voz foi comparada à de Sarah Vaughan, Macy Gray, entre outras. Frank foi indicado para o Mercury Music Prize 2004.

Back to Black

O seu segundo álbum, "Back to Black", recebeu 6 indicações para o Grammy 2008, das quais venceu 5: melhor canção, melhor gravação, artista revelação, melhor álbum pop, melhor interpretação feminina.[4][5] Back to Black atingiu grande sucesso comercial, sendo o disco mais vendido de 2007(mais de 5 milhões de cópias no ano) e com mais de 10 milhões de cópias vendidas no mundo inteiro até o primeiro semestre de 2008.

Durante o EMA 2007, Amy recebeu um prêmio surpresa: foi feita uma votação entre os artistas de mais destaque nesse ano para saber qual o artista que merecia ganhar, tendo sido Amy a mais votada. Artistas como Rihanna, Chris Brown e Fergie disseram que ela merece uma vez que é original, tem uma voz incrível e um ritmo único.

Outras premiações

Em 14 de fevereiro de 2007 ganhou um Brit Award por Melhor Artista Feminina Britânica entregue pela Baby Spice, Emma Bunton. Quatro meses depois, Winehouse, recebe o Mojo Awards pela melhor canção do ano.



O vibrafone brilhante e ultra cool de Bobby Hutcherson. [por Ed Motta]



O vibrafonista norte-americano Bobby Hutcherson em ação: compositor inspiradoAo lado do genial pianista de avant-garde jazz Cecil Taylor, a atração de jazz mais interessante do festival Tim no final desse mês é o vibrafonista norte-americano Bobby Hutcherson. Apesar de uma carreira coerente e sólida no mundo do jazz, vários discos importantes, Hutcherson vem como convidado do organista Joey De Francesco, que é cheio de técnica, tudo certinho, limpinho, como manda o figurino do jazz atual, que tecnicamente "evolui" quase para o esporte, uma ginástica tecnicista e clean. Não é exatamente minha xícara de chá o jazz atual...Bobby Hutcherson começou como sideman em discos de músicos que na linguagem jazzística procuravam novos horizontes, música livre. Dois encontros que colocam o vibrafone de Hutcherson entre as cabeças do chamado "new thing", mais tarde post-bob, free jazz, etc: o pianista Andrew Hill e o saxofonista Eric Dolphy. Em 1964, Bobby empresta seu talento a um disco que se equivale no cinema ao Acossado, de Godard - o divisor de águas Out To Lunch, de Eric Dolphy.

Em 1964, empresta seu talento para o disco Out To Lunch, de Eric Dolphy. No ano seguinte grava seu primeiro disco, Dialogue, pelo selo Blue Note, tendo Andrew Hill como braço direito e grandes músicos como o trompetista Freddie Hubbard e o saxofonista Sam Rivers, um dos meus favoritos.

Hutcherson tem forte base nos conceitos do free jazz, mas é um compositor inspirado em temas doces como seu grande clássico Little B´s Poem que anos depois teve versão com letra do organista Doug Carn e sua mulher, a diva soul jazz Jean Carn. Bobby tem trânsito livre no lirismo e no abstracionismo assim como o saxofonista Jackie McLean, ou mesmo o famoso Freddie Hubbard que gravou obras mais densas e outras mais comerciais.

Seguiu nos anos 60 e 70 gravando grandes discos como Oblique (67), Total Eclipse (68) e Montara (75), usando efeitos no vibrafone, flertando com a música latina e o soul, e participando de discos antológicos como os do saxofonista Harold Land para o selo Mainstream, nunca lançados em CD.

Bobby Hutcherson é dos jazzistas que optaram pelo caminho verdadeiramente artístico, quase sempre interpretando seus próprios temas e idéias, e não a enésima versão de Body and Soul ou Stella by Starlight. É triste perceber que freqüentando os parcos espetáculos de jazz no Brasil, o público dito jazzófilo (terrível isso, jazzófilo) tem grande conivência com essa obviedade que assola mesmo os músicos brasileiros dedicados ao gênero. Nos poucos lugares que existem para se tocar jazz, a regra é interpretar as manjadas, as mesmas. Ninguém quer ouvir o novo, o autoral. É muita preguiça mental, não?


Perfil do Orkut: Angélica Santos.



aniversário: 12 abril

idade: 21

idiomas que falo: Espanhol

interesses no orkut: amigos, companheiros para atividades, contatos profissionais

quem sou eu:

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
Autor: Oswaldo Montenegro

filhos: não

etnia: afro-brasileiro (negro)

religião: Tenho um lado espiritual independente de religiões

visão política: esquerda-liberal

humor: extrovertido/extravagante, inteligente/sagaz, simpático

orientação sexual: heterossexual

estilo: alternativo, casual, na moda, urbano

fumo: não

bebo: de vez em quando

cidade natal: Salvador - Bahia

paixões: MInha Família!!!

esportes: Futebol, Voleibol,...

atividades: Academia, Dança, andar de bicicleta, assistir filmes e ler de tudooo...

livros: Memorial do Convento, Raízes do Brasil, Nação Hip HOp, Cara, CadÊ o meu país?, Mujer en Guerra, Quien soy yo?...

música: Ouço tudo mas me identifico com poucas... Para cada momento uma música.

programas de tv: CQC, Programa do Jô, A grande Família, Jornais, adoroo filmes...

filmes: Filhos do Paraíso(um filme do país Irã), A Cor Púrpura, O jardineiro Fiel, Hotel Ruanda, Farenhait, Efeito Borboleta I e II; Crash; A vida de Davig Guiller, Documentário Olhos Azuis, ônibus 157, O diabo Veste Prada, Em Busca da Felicidade, Mandela: Luta pela Liberdade, Ensaio sobre a Cegueira, LULA O filho de Brasil, Un Soño Posible, Muito Bem Acompanhada, Ciudadano Ejemplar, Origem, COMER REZAR e AMAR.

cozinhas: Adoro fazer doces, musses, pudim, torta... amo as comidas de D. Nalva e Pirão da minha mãe... Haa adorooo o Acarajé do Extra da Paralela...Tudo de BOm! rsrs

estado: Bahia

país: Brasil

A Liga da Justiça.

Antes mesmo da Liga foi criada a Sociedade da Jusiça da América, formada pelos precursores dos grandes heróis da DC: o primeiro Lanterna Verde (Alan Scott), Joel Ciclone (Flash original), Falcão da Noite, Starman (primeiro), Dr. Meia-Noite, Pantera e outros. Batman e Superman eram apenas membros reservas e faziam participações especiais nas histórias da equipe, porque já estavam estabilizados no gosto do público e iriam ofuscar os outros membros. Tudo isso lá pelos anos 40, a chamada "Era de Ouro". Quando se deu início a "Era de Prata" dos quadrinhos, os heróis que conhecemos melhor começaram a surgir, Flash (Barry Allen), Lanterna Verde (Hal Jordan), Ajax, etc. Neste momento a Sociedade da Justiça foi jogada para uma Terra Paralela, como se nada tivesse relação com as origens dos novos personagens. Isso ficou assim, até a mega-saga que pôs ordem nessa bagunça toda: Crise nas Infinitas Terras.

A primeira formação da Liga da Justiça contava com Lanterna Verde (Hal Jordan), Flash (Barry Allen), Ajax o marciano, Canário Negro e recém chegado Aquaman. A tônica das histórias baseiam-se nas primeiras aventuras da equipe, suas diferenças, o lado humano dos personagens, que está sendo bastante enfocado. Mais tarde, a Liga começa a receber novos membros, como Nuclear, Falcão da Noite e Arqueiro Verde, que acabam deixando a equipe um tempo depois. É justamente quando os personagens mais expressivos e sérios abandonam o grupo, que a Liga entra em sua fase cômica, como ficou conhecida. alguns personagens desconhecidos, histórias voltadas completamente para o humor, onde prevaleciam disputas internas e a falta de organização da equipe, renderam situações inusitadas e muito engraçadas. Porém, muitos não entenderam a proposta e a Liga da Justiça perdeu muito do seu público. Mas a virada veio há algum tempo, com o grupo sendo novamente reunida com o que tem de melhor, os mais poderosos heróis da DC: Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Ajax, Aquaman, Flash (Wally West) e Lanterna Verde (Kyle Rayner). Os justiceiros receberam novos membros, mas sem perder os antigos, como: Aço, Homem-Borracha, Caçadora, Órion, Grande Barda, Zauriel e Oráculo. Tudo isso graças a boa equipe de roteiristas e desenhistas, que colocaram novamente o nome da Liga da Justiça entre os grandes supergrupos dos quadrinhos.



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