sexta-feira, 23 de abril de 2010

Aspas para Raul!



"Ninguém morre, as pessoas despertam do sonho da vida"

"Meu egoísmo é tão egoísta que o auge do meu egoísmo é querer ajudar"

"Quero a certeza dos loucos que brilham. Pois se o louco persistir na sua loucura, acabará sábio"

"A desobediência é uma virtude necessária à criatividade"

"Sou tão bom ator que me finjo de compositor e poeta e todo mundo acredita"

"O homem é o único ser que tem o poder de modificar as coisas"

"Que capacidade impiedosa essa minha de fingir ser normal o tempo todo"



Peça que a gente passa: PLACEBO.

Karina Dummont parou-me na rua e fez o seguinte reclame:

“Porra, foi a única vez que vi uma banda de responsa pisar nessa maldita terra do axé, do bozó e do pagodão pseudo-erótico. Toca Placebo nesse caralho!”


PEDIDO ATENDIDO

Versões: Venus In Furs.

VÊNUS E OS PÁSSAROS , ADOLPHE BOUGUEREAU
Da espuma do mar, fecundada pelo sangue de Urano (o Céu) nasceu uma jovem levada em primeiro lugar para a ilha de Cítera e em seguida a Chipre. Deusa encantadora, não tardou percorrer a costa, e as flores nasciam sob os seus pés delicados. Chama-se Afrodite (Vênus), ou Citeréia, do nome da ilha a que aportou, ou ainda Cipris, do nome da ilha em que é honrada. Pelo menos, é essa a tradição mais difundida, pois algumas lendas diferentes vieram confundir-se em Vênus que, às vezes, surge como filha de Júpiter e de Dionéia. É também a que devemos adotar, pois os artistas que representaram o nascimento de Vênus mostram sempre a deusa no momento em que sai das vagas.

Nas pinturas antigas, Vênus é freqüentemente representada deitada sobre uma simples concha; nas moedas, vemo-la num carro puxado pelos Tritões e pelas Tritônidas. Finalmente, numerosos baixos-relevos no-la apresentam seguida de hipocampos ou centauros marinhos. No século dezoito, os pintores franceses, e notadamente Boucher, viram no nascimento de Vênus um tema infinitamente gracioso e útil à decoração. Uma multidão de pequenos cupidos paira nos ares ou escolta a deusa. Aliás, os pintores franceses seguiram, nesse ponto, as tradições bebidas da Itália.
Conformando-se à narração dos poetas, Albane colocou a deusa num carro puxado por cavalos marinhos. Assim é que ela vai ter a Cítera, onde a aguarda Peitho (a Persuasão), que, na margem, estende os braços à jovem viajante. Cupido está sentado perto do mar; as Nereidas e os Amores montados em delfins formam o cortejo da deusa. Alegres Amores festejam a chegada de Vênus, e outros esvoaçam no ar semeando flores na passagem.

Num quadro dotado de grande frescor e brilho, que faz parte do museu de Viena, Rubens pintou a festa de Vênus em Cítera. Ninfas, sátiros e faunos dançam em torno da sua estátua, enquanto os Amores entrelaçam guirlandas de flores e enchem os ares de alegres cadências. Ao fundo, mostrou o pintor o templo da deusa.
O atavio de Vênus é um tema que a arte e a poesia fixaram bem. Enquanto as Horas estavam incumbidas da educação da deusa, as Graças presidiam aos cuidados do seu atavio. Uma multidão de quadros reproduziu tão encantadora cena, e os pintores não deixaram de acrescentar todos os pormenores que lhes sugeriu a imaginação. Quando Boucher faleceu, tinha sobre o cavalete um quadro representando o atavio de Vênus. Prudhon pintou Vênus estendida num leito antigo e servida pelos Amores que lhe perfumam os cabelos, lhe estendem um espelho, queimam perfumes em tôrno da deusa, trazem-lhe jóias e lhe entrelaçam guirlandas de flores. Rubens também faz intervir Cupido que segura um espelho no qual a mãe se fita; infelizmente, é uma velha que lhe arranja os cabelos. A velhice lenta e enrugada jamais deve aproximar-se de Vênus.

Albane, que está longe de ser artista de primeira ordem, é, no entanto, o que mais lembra, pela natureza de suas composições, as graciosas ficções da antigüidade sobre Vênus. O Atavio de Vênus, quadro que infelizmente escureceu, é talvez, a sua obra-prima como concepção mitológica. Num terraço, à beira-mar, Vênus contempla-se num espelho que o Cupido lhe apresenta, enquanto as Graças lhe perfumam a linda cabeleira, e lhe arranjam os atavios. Diante dela está uma fonte onde o Amor faz que matem a sede duas pombas. Um palácio aéreo, como convém a Vênus, aparece no fundo de um tanque, ao passo que, nas nuvens, Amores alados atrelam cisnes brancos ao carro de ouro que vai conduzir o passeio a deusa, e enchem os ares dos seus melodiosos concertos.

Aula de Hoje: Poesia.



Três Metades (Paulo Leminski)

Meio dia,
um dia e meio,
meio dia, meio noite,
metade deste poema
não sai na fotografia,
metade, metade foi-se.
Mas eis que a terça metade,
aquela que é menos dose
de matemática verdade
do que soco, tiro, ou coice,
vai e vem como coisa
de ou, de nem, ou de quase.
Como se a gente tivesse
metades que não combinam,
três partes, destempestades,
três vezes ou vezes três,
como se quase, existindo,
só nos faltasse o talvez.

sábado, 17 de abril de 2010

Jornal Apocalipse Now: “Keith Richards largou as drogas.”


O veterano encrenqueiro Keith Richards diz que a única razão pela qual ele não consome mais drogas é que a qualidade delas agora é "muito ruim".


O guitarrista da canção "Brown Sugar" foi viciado em heroína durante quase toda a década de 1970 e permanece como o mais célebre sobrevivente daquela época. Mas ele não se impressiona com os narcóticos atuais. Conforme suas palavras: “Eu realmente acho que a qualidade caiu. Tudo o que eles fazem é tentar deixar as pessoas cada vez mais 'altas'. Eu não gosto da maneira deles trabalharem no cérebro ao invés de apenas no sistema circulatório. É por isso que não tomo mais nada. E você está falando com uma pessoa que conhece as drogas que toma”.


Richards admite que experimentou Morfina novamente no hospital depois da cirurgia no cérebro que teve que fazer após cair de uma árvore quando estava de
férias em Fiji. Ele acrescenta: “Eu não tomo drogas a menos que eu seja obrigado, como quando estava muito estressado depois de terem aberto meu cérebro. Fiquei tomando Morfina por umas duas semanas. Eu realmente tentei pedir um pouco mais pra enfermeira do turno da noite. Ela foi muito gentil”.


Trecho: Ulisses, James Joyce.

«Calmamente, desafectadamente, Rumbold subiu os degraus do cadafalso em impecável traje matinal e levando sua flor favorita, o Gladiolus Cruentus. Ele anunciou sua presença por aquela gentil tosse que tantos têm tentado (mal-sucedidamente) imitar — curta, meticulosa mas ademais tão característica do homem. A chegada do mundifamoso carrasco foi saudada por um bramar de aclamações da enorme concorrência, as senhoras vice-reais ondulando seus lenços na excitação enquanto os ainda mais excitáveis delegados estrangeiros vivavam vociferamente numa miscelânea de gritos, hoch, banzai, eljen, zivio, chinchin, polla kronia, hiphip, vive, Allah, em meio dos quais os tintineantes evviva do delegado da terra do canto (em duplo fá agudo que lembrava aquelas penetrantes notas adoráveis com que o eunuco Catalani enfeitiçara nossas tetravós) eram facilmente distinguíveis. Eram exactamente as dezassete horas. O sinal da prece foi então prontamente dado por megafone e num instante todas as cabeças se desnudaram, sendo o sombrero patriarcal do Commendatore, que estava na posse da sua família desde a revolução de Rienzi, removido por seu consultor médico de serviço, Dr. Pippi. O erudito prelado que administrou as últimas ajudas da sagrada religião ao mártir herói no instante de pagar com a pena capital se ajoelhou em cristianíssimo espírito numa poça de chuva, sua sotaina sobre a cabeça encanecida, e ofereceu ao trono da misericórdia preces ferventes de súplica. Firme ao pé do cepo erguia-se a figura lúgubre do verdugo, seu semblante recoberto por um panelão de dez galões perfurado de duas aberturas circulares pelas quais seus olhos chispeavam furiosamente. No que esperava o sinal fatal experimentou o gume de sua arma hórrida afiando-o no seu musculoso antebraço ou decapitando em rápida sucessão um rebanho de ovelhas que fora fornecido pelos admiradores de seu cruel mas necessário ofício. Numa elegante mesa de mogno perto dele estavam ordenadamente dispostos o cutelo esquartejador, o variado instrumental finamente temperado do estripamento (especialmente suprido pela mundialmente famosa firma de cutelaria, os senhores John Round e Filhos, Sheffield), uma caçarola de terracota para a recepção do duodeno, colon, intestino cego e apêndice etc. ao serem bem-exitosamente extraídos e duas leituras adequadas destinadas a receber o preciosíssimo sangue da preciosíssima vítima. O ucheiro do asilo consolidado de gatos e cães estava presente para apresenar esses recipientes uma vez abastecidos àquela instituição beneficente. Um mui excelente repasto consistente de toicinho e ovos, carne frita e cebolas, feitos à maravilha, deliciosos pãezinhos quentes e chá revigorador, havia sido obsequiosamente fornecido pelas autoridades para consumação da figura central de tragédia que estava em espírito capitoso já que preparado para a morte e que demonstrava o mais genuíno interesse pela pragmática desde o começo até o fim, mas que, com uma abnegação rara nestes nossos tempos, se punha à altura da ocasião e exprimira o desejo mortal (a que se acedeu imediatamente) de que a refeição fosse dividida em partes alíquotas entre os membros doentes e indigentes da associação dos domésticos como penhor de sua consideração e estima. O nec e o non plus ultra da emoção foram atingidos quando a ruborizada noiva eleita rompeu caminho por entre as filas cerradas dos espectadores e se arremessou contra o peito musculoso daquele que se aprestava a ser lançado na eternidade por causa dela. O herói enlaçou a forma esbelta dela num amplexo amorável murmurando ternamente Sheila, minhazinha. Encorajada pelo uso do seu nome de baptismo ela beijou apaixonadamente todas as várias áreas adequadas da pessoa dele que a decência do traje penitenciário permitia ao ardor dela atingir. Ela jurou-lhe no que se mesclavam as salinas correntes de suas lágrimas que ela iria acarinhar sua memória, que ela jamais esqueceria seu jovem herói que se ia para a morte com uma canção nos lábio como se estivesse indo para uma partida de hóquei no parque de Clonturk. Ela trouxe de volta à remembrança dele os felizes dias da infância ditosa juntos nas ribeiras do Anna Liffey quando eles se compraziam em passatempos inocentes de jovens e, descuidosos do temebundo presente, eles ambos riam coroçoadamente, todos os espectadores, inclusive o venerável pastor, juntando-se à garrulice geral. Aquela audiência monstra simplesmente se contorcia de gozo. Mas em pouco eles eram vencidos pela mágoa e se afivelavam as mãos pela última vez. Uma nova torrente de lágrimas irrompia de seus ductos lacrimais e a vasta concorrência de gente, tocada no imo cerne, rompeu em soluços confrangedores, sendo não menos afectado o próprio prebendário ancião. Fortes homens graúdos, oficiais da paz e gigantes afáveis da polícia real irlandesa faziam franco uso de seus lenços e é válido dizer que não havia um olho seco naquela assembleia insuperada. Um incidente romanticíssimo ocorreu quando um elegante jovem graduado de Oxford, notado por seu cavalheirismo para com o belo sexo, galgou à frente e, apresentando seu cartão de visita, seu carné de banco e sua árvore genealógica, solicitou a mão da desventurada jovem senhorita, rogando-lhe que nomeasse o dia, sendo aceito de chofre. Cada senhora da audiência foi presenteada com um souvenir da ocasião de bom gosto na forma de um broche de crânio e ossos cruzados, um acto oportuno e generoso que avocou uma nova irrupção de emoção: e quando o galante jovem oxoniano (portador, diga-se em tempo, de um dos mais sempronrados nomes da história de Albion) colocou no dedo de sua ruborizada fiancée um custoso anel de compromisso com esmeraldas engastadas na forma de um trevo quadrifólio a excitação não conheceu limites. Sim, que até o duro marechal-preboste, tenente-coronel Tomkin-Maxwell ffrenchmullan Tomlison, que presidia à triste ocasião, ele que disparara um considerável número de sipaios da boca de canhão sem titubear, não pôde conter sua natural emoção. Com sua manopla de malha ele removeu uma furtiva lágrima e foi ouvido por acaso por aqueles privilegiados burgueses que acontecia estarem em seu entourage imediato a murmurar de si para si num cicio balbuciante:— Deus me castigue se não é um pedaço, essa galinha aí dos meus pecados. Me castigue se não me dá uma vontade de ganir, no duro, que dá, só de ver ela e pensar na velha caravela que me espera lá em baixo em Limehouse.»


Detalhe do teto da Capela Sistina, Michelangelo.

Impressionados pela liberalidade sexual e vocação orgiástica da elite romana, ainda majoritariamente não-cristã, os apologistas daqueles primeiros tempos fizeram questão de manter uma marcada distância em relação aos deuses e ritos pagãos e, inspirados pelos solitários "homens do deserto", eremitas e anacoretas, inauguraram uma política de completo repúdio ao sexo. Esse radicalismo - enfatizado pelas epistolas de Paulinas - acentuou-se pela prática da abstinência carnal, transformando-se num atrativo tão forte para novos seguidores como o martírio dos crentes nas arenas romanas. Enquanto estes davam suas entranhas para as feras devorarem, outros abandonavam as práticas sexuais para sempre: o martírio e a castidade eram faces diferentes da mesma moeda.

Havia muito simbolismo atrás disso tudo. Não só a busca da perfeição atrás do "coração simples", mas uma nova visão do ser humano, na qual ele somente poderia manter-se na frescura com que saiu das mãos do criador permanecendo puro ou intocado. Sendo igualmente - por meio da propaganda do ascetismo - uma forma peculiar de manifestar abertamente seu protesto e desprezo pela época em que viviam, por sua excessiva concupiscência, sua impiedade, libertinagem e crueldade pagã.

O problema que enfrentavam os pregadores da nova fé era em relação ao casamento: como conseguir manter um dos princípios básicos do cristianismo aceitos na forma do "crescei e multiplicai-vos" sem considerar a atração ou o prazer sexual?

Tentado resolver esse conflito S. Agostinho, bispo de Hipona, no norte da África, terminou por gerar sua doutrina sobre o casamento, o sexo e a privação carnal. Donde viria, indagava ele, essa miséria que nos cerca, essa corrupção, essas heresias e a crassa maldade? Existia na sociedade, concluiu ele, uma mancha inapagável motivada pelo pecado original advindo do impulso sexual, que atormentava o homem até a morte. Essa era a maldição que acompanhava Adão e Eva e seus descendentes desde a queda do Paraíso.

Para S.Agostinho, na situação paradisíaca não havia tensão entre o impulso e o ato sexual. Foi a partir da danação dos nossos pais primevos que essa desgraça começou. Parecia-lhe que o casamento, a relação sexual e o Paraíso eram tão incompatíveis como o Paraíso e a Morte. Desse modo, a sexualidade permanecia como o indicador da queda do homem, do seu triste declínio da anterior situação angelical, fazendo com que deslizasse para baixo, para a natureza física, e desta para a sepultura. Esta certo que os casais deveriam preocupar-se em gestar filhos, mas que o fizessem conscientes de estavam cometendo um ato de rebaixamento. Era algo necessário mas humilhante, que deveria ser praticado sob os acordes de uma intensa melancolia.
Dessa forma, Agostinho introduziu entre os cristãos uma definitiva nódoa de consciência culpada quando faziam sexo ou tinham sentimentos e impulsos prazerosos. Trouxe para dentro dos lares e para os leitos conjugais uma sombra de coisa maligna, de impureza, perversão e vício, que arruinou a vida de incontáveis casais, para quem o sexo passou a ser associado a um "presente do demônio", ou um discordium malum, um princípio de discórdia alojado no interior de cada um desde a Queda. Opôs definitivamente a Carne a Deus!
Talvez uma das maneiras de entender-se essa obsessão dele, de Santo Agostinho, em denunciar a sexualidade deve-se a ele ter sido um renegado do erotismo. Como todo abjurado das suas paixões sensuais pregressas, votou intenso ódio ao que, no passado, o atraiu, lamentando ter desperdiçado nele tanta energia. Ele mesmo não negou ter sido dominado na sua juventude por uma intensa voluptuosidade, pela lasciva, ao ponto de que, em determinado momento, quando pediu a Deus que o fizesse casto, acrescentou... "mas não ainda!"
E foi mais longe ainda. A presença do impulso sexual nos seres humanos era a marca da corrupção da nossa natureza. Tratava-se de uma perversidade intrínseca que, tal uma erva daninha espalhada numa pradaria, jamais poderia ser removida de todo. Santo Agostinho explicava a maldade como resultante desse tumor sensual e dissoluto existente em todos nós, provocador de uma desordem crônica nas nossas relações, que o tempo inteiro nos perturba com suas poluções, com seus sonhos inconvenientes, incestuosos, inconfessáveis. Não havia dieta ou jejum que nos salvasse ou nos libertasse dele, acompanhando-nos até na velhice e no encarquilhamento, como uma cicatriz não sarada do nosso passado libidinoso e pecador.

Clima: Tropical

O clima tropical é um clima quente que abrange a região próxima aos trópicos de Câncer e de Capricórnio. Podemos dividi-lo em dois tipos diferentes: o clima tropical úmido e o tropical seco.

O clima tropical é uma espécie de faixa de transição entre o
clima equatorial, excessivamente úmido devido à alta pluviosidade, e o clima desértico, excessivamente seco. Por isso, ele apresenta intensas variações em suas características. Em algumas regiões, o clima tropical apresenta estações bastante equilibradas quanto á distribuição das chuvas, porém à medida que vai se aproximando dos trópicos a estação seca tende a aumentar, caracterizando o clima tropical seco, quando a estação seca é mais prolongada que a estação úmida. Se ocorrer o contrário, a estação úmida superar a seca, então o clima é caracterizado como tropical úmido.

As regiões que compreendem o clima tropical são a partes da América do Sul (incluindo grande parte do território brasileiro), África Oriental e parte da África do Sul, Sul da Ásia (Índia e Indochina), onde o clima tropical é condicionado pelas monções, e Norte da Austrália.

O clima tropical é caracterizado pelas temperaturas elevadas, em média 20ºC, e com uma amplitude que não ultrapassa os 10ºC. Os verões são quentes e úmidos e os invernos costumam registrar temperaturas menores e queda no índice de precipitação.




quinta-feira, 8 de abril de 2010

Roteiro: Barcelona. Guia: Lilian Piraine.

Barcelona é marcada pela criatividade e ousadia do arquiteto espanhol Antonio Gaudi. Talvez não lembre esse nome, mas com certeza você já viu alguma foto da sua maior obra, o Templo da Sagrada Família. Trata-se da espetacular igreja que ainda não foi finalizada. O projeto é tão grandioso, que está previsto para ser concluído somente lá no distante ano de 2082, completando cem anos de construção! Minha primeira impressão, ao me deparar com essa imensa construção da Sagrada Família, foi de perplexidade. É necessário parar e observar para entender seus detalhes e o seu conjunto. Suas 8 torres estão desenhadas com adornos como se fossem castelos de areia, e arredondadas nas pontas. Gaudi não gostava de linhas retas. Na nave da Igreja, imagens de Jesus, de Maria e dos apóstolos, além de passagens bíblicas. Se a Igreja for concluída, será a maior catedral da Europa.


Entre muitos prédios projetados por Gaudi, destaque para La Pedrera e para a Casa Batllo. Ambos situam-se no centro de Barcelona; esses edifícios constituem verdadeiras esculturas, que revelam a audácia e originalidade de Gaudi, na sua busca em unir arquitetura, arte e natureza.

Um pouco mais ao norte da cidade, o Parque Guell também reúne um bom conjunto de obras do arquiteto. Independente de ser bonito ou não, já que isso varia de acordo com o gosto das pessoas, é impossível ficar-se indiferente às formas criadas por Gaudi. Para comemorar o 150° aniversário do arquiteto, foi organizado um roteiro pelos prédios que ele projetou, com exposições e galerias sobre sua vida e obra. Melhor não poderia ser, já que a própria cidade de Barcelona é seu maior museu, em pleno céu aberto.

Por ser antiga, Barcelona também oferece igrejas e casas históricas. O bairro Gótico é o mais antigo, com estreitas ruelas de pedra onde não passam carros. É lá que está localizada a Catedral de Barcelona, uma bonita construção gótica. O interior dessa igreja é lindo, um dos mais bonitos que já vi na Europa.

Ainda no centro, a Avenida La Rambla é como a "rua da Praia" dos portoalegrenses, mas um pouco mais turística. Está cheia de lojinhas de souvenirs, de restaurantes e de hotéis. O que mais atrai são as feiras de artesanatos e bijouterias, sem falar, é claro, dos graciosos artistas de rua. Tradicionais em Barcelona, eles fazem a alegria dos turistas e viajantes. No fim da avenida, e já próximo do porto, na praça de Cólon, a estátua de Cristóvão Colombo aponta em direção da América. Chegando na costa do Mar Mediterrâneo, a grande avenida com Palmeiras não deixa dúvidas de que estamos em uma praia, e de mar muito azul. Nos arredores da praia situam-se os prédios mais novos e chiques.


Um pouco mais afastado do centro, encontram-se os sinais das famosas Olimpíadas de 92. É possível conhecer o estádio de futebol, as piscinas de natação e as pistas de atletismo. Mas para se chegar até o Parque Olímpico, é preciso passar antes pelo Museu Nacional, que constitui um imponente e belíssimo prédio, e dali, de quebra, ter uma vista panorâmica da cidade.


Por que Barcelona e tão visitada? Para mim, a cidade é única. Primeiro, pelo toque mágico e artístico de Antoni Gaudi. Por mais intrigante que seja sua arquitetura, você nunca vai ver nada igual assim como em Barcelona. Segundo, Barcelona possui uma linda praia mediterrânea e prédios muitos históricos importantes. E, por fim, porque é uma cidade espanhola cheia de atrações, de graça, de vida e de magia!


Perfil: Isabel Aquino [ninguém, nem mesmo a chuva...]

relacionamento: solteiro(a)

aniversário: 8 setembro

idade: 22

idiomas que falo: Amo

quem sou eu:

"Não me pergunte quem sou e não me diga pra permanecer sempre o mesmo", como diria Foucault

"Eu é um outro", como diria Rimbaud...

qualquer coisa que não fique ilesa,
qualquer coisa,
qualquer coisa que não fixe...

etnia: multiétnico

fumo: de vez em quando

bebo: socialmente

moro:


paixões: SONHOS.

esportes: "sexo é esporte..."

atividades: cuidar de mim e do universo ao meu redor, diariamente.

livros: "Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro"

música: "Um pierrot retrocesso
meio bossa nova e 'rock'n roll"

programas de tv: "Mas não me deixe sentar na poltrona
No dia de domingo, domingo!"

filmes: "O amor é filme, eu sei pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama."

cozinhas: "Não sei cozinhar, mas sou carinhosa e tenho talento pra boemia."


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