quinta-feira, 14 de maio de 2009

APETITE SEXUAL HEALING


A seguir, uma lista de condimentos que perfumam nossa alma:

Açafrão: Especiaria vermelho-alaranjada, perfeita no uso com mariscos. Tradicionalmente utilizada na Espanha em pratos com frutos do mar, como a Paella, por exemplo. No Oriente é muito utilizado como estimulante. 

Açafrão-da-Índia: Possui um gosto um pouco amargo. Deve ser usado moderadamente, porque pode encobrir os outros sabores. 

Alcaparra: Frutos redondos e pequenos, de sabor muito forte, que acompanha peixes. 

Anis: É uma planta de flores brancas e sementes pequenas e aromáticas. Confeitos, xaropes, essências, temperos e licores podem ser feitos com esse ingrediente. Baunilha: Tempero indispensável para doces, bolos, sorvetes, cremes, café, chocolate etc. Vem em estojos (ou cápsulas), extrato ou essência. Se puder escolher, evite a baunilha sintética, de sabor grosseiro e às vezes tóxica. 

Borragem: Usa-se para cozinhar carnes e peixes, assim como em saladas. 

Canela: Extraída da casca da árvore da canela. É usada em lascas e em pó. Coloca-se em doces, mas também em carnes e diferentes tipos de curry, na Ásia e no Oriente Médio. 

Cardamomo: Pode ser vendido em sementes, que são moídas para cozinhar, ou em pó, que perde o aroma rapidamente. Nos países árabes, é colocado no café para enriquecer o sabor e estimular a benevolência entre os amigos. As sementes são mastigadas para refrescar a boca. 

Cominho: Seu óleo é utilizado em loções balsâmicas e filtros de amor. Na culinária é empregado no tempero de lentilhas e feijões. 

Cravo: Usado nas sobremesas, carnes e presunto, para dar um toque especial. 

Curry: Não é uma especiaria, mas uma mistura de várias delas: coentro, cardamomo, pimenta caiena, pimenta, gengibre, canela, sementes de mostarda, açafrão-da-india etc. 

Endro: As folhas e sementes são usadas sobretudo em peixes. As sementes, colocadas em uma garrafa de óleo ou vinagre , aromatizam delicadamente. 

Erva-cidreira: Serve para maionese, receitas com queijo fresco e creme, molhos, saladas e algumas sobremesas de frutas.


Estragão: Utilizado em carnes. É melhor fresco. 

Gengibre: Pode ser adquirido em pó, xarope e como raiz fresca.. Seu sabor característico é um pouco picante. Muito utilizado na cozinha japonesa, mas também em comidas exóticas e no preparo de sobremesas. 

Hortelã: Seu sabor fresco é popular em doces e bebidas. Também é usado em muitos pratos de diferente origem. Na Inglaterra acompanha o cordeiro, entre os árabes, as carnes variadas. 

Lavanda: As sementes aromatizam perfumes e sabonetes. Realçam a sopa, que deve ser coada antes de servida. 

Louro: Na comida o louro é usado em pouca quantidade, só uma folha pequena ou média, porque tem um sabor muito forte, um pouco amargo. 

Manjericão: Produz mais efeito quando fresco, nos pratos mais variados. Mostarda: Pode ser comprado em semente, em pó e preparada. 

Noz-moscada: É uma noz dura usada para aromatizar doces e sobremesas, mas que também realça o sabor de alguns vegetais, como espinafre e carnes suaves. 

Orégano: Típico da cozinha mediterrânea, possui aroma e sabor fortes. 

Pimenta: Picante e ardida, acentua o sabor dos alimentos. 

Pimenta caiena: Feita a partir do pimentão vermelho seco e moído, é a base da páprica, da pimenta em pó, do tabasco e da santaka, no Japão. Usa-se em pouca quantidade, para dar cor, sabor e um toque picante. 

Salsa: Existem mais de trinta variedades comestíveis. Usa-se em carnes, peixes, saladas etc. Seu frescor alivia o hálito de cebola ou alho. 

Sálvia: Tem aroma muito penetrante e deve ser usada com moderação. A carne de porco e as aves de caça são bem acompanhadas com esse tempero, que aprimora o sabor. 

Tomilho: Utilizado no preparo de vários molhos com vinho tinto. Acompanha as carnes vermelhas e é indispensável nos patês.

CPDRC EM CENA!


O Centro de Detenção e Reabilitação da Província de Cebu (CPDRC), nas Filipinas, é sucesso na internet com uma nova roupagem da música Thriller, de Michael Jackson. Com uma política de reabilitação inovadora, o diretor do sistema carcerário, Byron Garcia, adotou a dança como metódo revolucionário. Ele diz que, assim como em outras prisões, drogas, superlotação e corrupção existiam na CPDRC e com o novo projeto isso pode ser amenizado.


TEORIA: SEXO SELVAGEM!

O sexo selvagem é, na essência, aquele onde aflição e prazer se misturam, mas sem desconforto. É onde puxar o cabelo pode, mas sem arrancar os fios. É onde pode morder sem tirar pedaço.Os homens são mais fãs desse tipo de rala-e-rola quase animal. Ainda mais quando ficam sem sexo por alguns dias. Os anseios de Tarzan do seu amado ficam ainda mais à flor da pele quando ele passa por aquela abstinência forçada. “Só de pensar em tudo jogado pelo chão e a cama toda desarrumada, já perco o fôlego”, diz Matias, de 29 anos. “E depois, mesmo que uma câimbra quase me mate, me sinto o rei da selva”. Viu só? O leão dentro dele está sempre pronto pra você.

As mulheres são mais românticas, mesmo quando se trata de jogar o manual das boas maneiras fora. E a maioria vê o sexo selvagem como aquele em que os dois estão em perfeita sintonia, ritmados, mas confessam que gostam quando ele se impõe para chamá-la de sua e não poupa esforços para isso. “Eu amo o selvagem! Gosto que me peguem pelos cabelos, gosto quando a gente avança um no outro na cama, morde, bate, ensopa, xinga”, confessa Mariana, 25. “Mas com meu gato tem espaço para carinho, claro, principalmente depois do sexo”.

Então quer dizer que a selva pode encontrar a calmaria? Sim, e como! O sexo selvagem pode ser carinhoso. Brando, mas firme. Tímido, mas ousado. Escandaloso, mas suave. Agressivo e, ao mesmo tempo, terno. Pelo menos é o que pensa Joana, 31. “Não acredito em receitas, em rótulos ou nada pré-estabelecido. Prefiro fazer uma sondagem enquanto se desenvolve a relação. A gente vai se encaixando e se descobrindo”, filosofa.

Ao que tudo indica, tudo depende do clima, da hora, do lugar. “Tem gente que dá vontade de fazer amor carinhosamente. Tem outros que dá vontade de pegar, comer e destrinchar como se fosse um frango assado”, fala, mais abusada, Suzana, 28. Vivian, 29, casada há quatro, diz que adora o sexo carinhoso, mas quando o negócio esquenta mesmo “gosto da velocidade cinco, sem dor e com muito prazer”.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Papos [Luis Fernando Veríssimo]


- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"? - O quê?
- Digo-te que você...
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...


- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo e elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?


- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por que?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.


FOGO NAS ASAS DE IGOR STRAVINSKY


"Se existe um inferno para os músicos, lá se encontra sem dúvida Igor Stravinsky". Não se sabe quem disse essa frase, e não importa, já que me parece justa, mas não porque eu acredite que o compositor ou suas obras mereçam o inferno. Em arte, só os que fogem do céu dos justos alcançam a eternidade (relativa à duração da existência desta mundo tal como o conhecemos). Não se pode alcançar um certo nível sem desobedecer as regras, e sabe-se que isso é algo que fazem apenas os revolucionários, os que não se conformam com as normas, os que as rompem, os que querem ir além do permitido. Igor Stravinsky teve verdadeira paixão por desprezar as regras e passou a vida - talvez não a vida toda, mas os anos de juventude e da primeira maturidade - transgredindo-as e até mesmo ofendendo-as. Era um provocador, mas um provocador genial.
(Páginas 8 e 9 do volume 19 da Coleção Folha de Música Clássica. Por Eduardo Rincón.)


O QUE SAI DAS PREGAS DE BADI ASSAD?


A voz é o som produzido pela vibração das pregas vocais (também conhecidas como cordas vocais), na laringe, pelo ar vindo dos pulmões.

A falta de conhecimento da importância de certos cuidados básicos para preservar a voz pode ter como conseqüência o desencadeamento de algumas doenças laríngeas como, por exemplo, edemas, nódulos, pólipos, úlceras de contato, entre outras.


O trabalho de reeducação tem como objetivo a adequação das estruturas fonoarticulatórias e a conscientização das pessoas para o uso adequado da voz.


As alterações vocais afetam a vida pessoal, social e, sobretudo, a profissional, gerando ansiedade e angústia. Por isso, com mais razão, os profissionais que utilizam a voz como seu instrumento de trabalho, muitas vezes, necessitam de um treinamento de apoio para desenvolver o seu potencial vocal.

Higiene Vocal

Beba água, regularmente, em temperatura ambiente, em pequenos goles. A água hidrata as pregas vocais;

Mantenha uma alimentação saudável e regular. Evite achocolatados e derivados do leite, principalmente quando for utilizar a voz como instrumento de trabalho, pois estes aumentam a secreção do trato vocal;


Evite café, bebidas gasosas e cigarro. Eles irritam a laringe. Além disso, o cigarro aumenta consideravelmente a chance de câncer de laringe e pulmão;


Coma uma maçã – ela é adstringente, ou seja, limpa o trato vocal e sua mastigação exercita a musculatura responsável pela articulação das palavras;


Na hora de acordar e levantar da cama espreguice e faça alongamentos para relaxar;


Durante o banho, deixe a água quente cair nos ombros, fazendo movimentos de rotação com a cabeça e ombros. Isso ajuda a diminuir a tensão do dia-a-dia;


Enquanto estiver falando, mantenha a postura do corpo sempre reta, no eixo, porém relaxada, principalmente a cabeça;


Utilize alguns horários do seu dia para descansar e relaxar, tentando poupar a sua voz;


Quando você estiver com uma rouquidão por mais de 15 dias, procure um otorrinolaringologista e/ou um profissional em fonoaudiologia.


Balada da Babilônia [Ildásio Tavares]



Eu não quero esta mulher
que me fascina na tela,
cheia de luzes e cores,
encaixotada no vídeo
como ração refulgente
pra se comer com os olhos
que faz de mim mariposa
querendo que eu queime as asas
na luz da televisão.

Eu não quero essa mulher
que se entrega nua em pêlo
nas páginas das revistas
na distância do papel
e quer o meu onanismo;
e quer dinheiro por nada
com seu corpo de escultura
de mármore feito carne,
seu sexo milionário.

Eu quero aquela menina
lá no alto do sobrado
com as pernas grossas ocultas
pela grade da sacada
que me sorri quando eu passo,
sorrindo as vagas promessas
dos sorrisos das mulheres,
todo encanto que entreteço
na minha imaginação.

Eu quero aquela menina
que trabalha no escritório
e que, quando cruza as pernas,
todo mundo fica louco –
com o decote generoso,
mostrando as marcas das alças
do biquíni no seu colo,
apontando para os seios
palpitantes, quase à mostra.



Eu quero aquela menina,
caixa do supermercado
que troca olhares furtivos
enquanto registra as compras,
com sua farda que cuida,
lava e passa todo dia
para estar no seu trabalho
com a elegância do pobre.

Eu quero aquela
menina
que é balconista no shopping
e que apesar das varizes
fica em pé o dia
todo,
atendendo com um sorriso
os clientes oportunos:
que sai só, tarde da noite,
sem perder a sua pose
no sacolejo do ônibus.

Eu quero aquela menina
colega de faculdade
que me dá cola no exame
e nem sequer é bonita
(mas empresta o apontamento),
com quem estudo pra prova,
colando coxa com coxa
imaginando loucuras,
sem coragem para falar.

Não. Não quero essa mulher
que está em oferta na praça.
Eu quero mulher de graça.
Eu quero poder sonhar.
Tanta beleza me oprime,
tanta sensualidade
tanta perícia na cama.
Sou amador. Quero amor.
E não profissionalismo.

Os meus olhos são meus olhos.
Minha cama é minha cama.
Não sou rei pra ter rainha –
a mulher que fosse minha
nem minha tinha de ser.
Tinha que ser dela mesma
e ser o seu sentimento;
e ter em seu pensamento
querer ser minha mulher.


quarta-feira, 29 de abril de 2009

E o que é cultura popular?


Vanessa Barros de Lucena (Estudante Faculdade Pernambucana): É a cultura do povo para o povo, produzida pelo povo. Neste sentido, o povo significa a camada menos favorecida da sociedade, aquela que não se enquadra na classe dominante, que não conhece e não tem acesso à chamada cultura erudita. Alguns vêm cultura popular como o conjunto de conhecimentos e práticas vivenciadas pelo povo, muito embora possa ser vivida e instrumentalizada pela elite. Outros entendem como tudo que acontece no País por tradição e que merece ser preservado.

LUIS DA CÂMARA CASCUDO (Folclorista): Cultura popular é a que vivemos. É a cultura tradicional e milenar que nós aprendemos na convivência doméstica. A outra é a que estudamos nas escolas, na universidade e nas culturas convencionais pragmáticas da vida. Cultura popular é aquela que até certo ponto nós nascemos sabendo. Qualquer um de nós é um mestre que sabe contos, mitos, lendas, versos, superstições, que sabe fazer caretas, aperta mão, bate palmas e tudo quanto caracteriza a cultura anônima e coletiva.



DJ MARLBORO: Assim como o forró e o samba, o funk foi marginalizado. Mas agora ele conquistou o seu espaço. Sabia que uma hora isso ia acontecer. Digo que o Brasil é o país do futuro porque aqui as diferenças são facilmente digeridas. Funk virou world music. Tinha medo de ele ficar descaracterizado. Todo mundo olhava torto, mas sempre foi muito original e à parte de tudo que era feito. Mistura música eletrônica e hip-hop. O engraçado é que lá fora o funk sempre foi considerado como música eletrônica brasileira. Lá eles dizem que nesse ritmo é onde o hip hop conserva mais as suas origens. Só o brasileiro que não via isso.

ROSANE MARTINS (Jornalista): Para mim, cultura popular são manifestações populares que persistem no tempo e mantêm-se vivas na sociedade, sejam essas manifestações materiais, sejam imateriais. E, é importante salientar, para ser classificada como popular uma manifestação tem que ter circulação em diversas classes sociais, e não apenas na chamada classe popular em oposição à classe dominante.


JUCA FERREIRA (Ministro da Cultura): O Movimento Modernista aprofundou radicalmente esse interesse. Diante de uma industrialização crescente, não viam a cultura popular mais como um “paraiso perdido”, mas foram profundamente marcados por ela na busca por entender o país de um outro ponto de vista. Podemos citar ainda o surgimento de uma “geração de 30” na literatura (regionalista), o Movimento de Cultura Popular e os Centros Populares de Cultura nas décadas de 50 e 60, e o Tropicalismo, também em 60, que marca uma radicalidade na incorporação dos elementos populares. A ditadura militar também se utiliza da cultura popular, os anos 80 vêem uma tímida retomada do debate, o Mangue Beat explode no início dos anos 90.

Ariano Suassuna (Escritor): Tem uma frase de Thomas Mann que me tocou profundamente. Ele disse: ninguém pode sofrer influência daquilo que lhe é estranho, que lhe é alheio. Você só vai se influenciar por uma coisa que você já tem dentro de si e que talvez você não soubesse que ia se revelar. A arte popular é profundamente dinâmica, é formidável nela a capacidade de absorver elementos estranhos. Dou sempre esse exemplo: quando o homem chegou à Lua pela primeira vez eu não vi nada que se aproveitasse. Quando menino vi um seriado chamado Flash Gordon no Planeta Mongo, que me deu muito mais sensação de conquista do espaço do que aquela porcaria.

MY FUNNY CHET BAKER!


Angústia, drogas e dor misturadas a canções de amor e um belo rostinho que fez diversas moçoilas suspirarem: eis o universo de Chet Baker, um jazzista com aura de popstar. Sua trajetória, envolta numa boa dose de mistério, ainda hoje fascina fãs de jazz de todo o mundo.

O trompetista e cantor estadunidense passou grande parte de seus 58 anos injetando quantidades absurdas de heroína, roubando os amigos para sustentar o vício e até mesmo batendo na mãe. Mas fascinou multidões e emplacou sucessos sublimes, como My Funny Valentine, Let’s Get Lost, All The Things You Are, I’ll Remember April e These Foolish Things.


Chet Baker e o trompete formaram uma parceria tão intrínseca que um parecia extensão do outro. O mais intrigante é que esta relação siamesa começou porque, aos 12 anos, o pequeno Chet não conseguia tocar o trombone de vara dado por seu pai, Chesney Baker, um violonista frustrado que foi obrigado a trocar a música por qualquer trabalho manual para garantir a sobrevivência da família durante a Recessão de 1929.


Aos 16 anos, em plena II Guerra, Chet se alistou no Exército e foi enviado para Berlim, onde começou a tocar na 298th Army Band, onde assumiu o posto de primeiro trompete. Se quando tocava no colégio tinha como parâmetro o jazz tradicional, em Berlim Chet conheceu o bebop de Dizzy Gillespie. A partir de então, suas referências passaram a ser trompetistas mais jovens e inovadores, como Miles Davis e Fats Navarro.


Desligou-se do serviço militar em 1948, e matriculou-se no El Camino College, em Los Angeles, onde estudou teoria e harmonia enquanto tocava em clubes de jazz. No entanto, acabou abandonando os estudos no meio do segundo ano e voltou para o Exército, onde se tornou membro da Sixth Army Band, no Presídio de São Francisco. Chet tocava o dia inteiro com a banda do regimento, dormia um pouco à noite, durante a madrugada frequentava clubes de jazz – onde pôde conhecer mais a fundo a cena jazzística do norte da Califórnia – e, pela manhã, voltava aos ensaios com a banda. Após conseguir o desligamento do Exército, através de um atestado de incapacidade para a vida militar, Chet ficou livre para se tornar um músico profissional de jazz.

A princípio, não foi nada fácil. As coisas só mudaram de rumo na primavera de 1952, quando ele foi escolhido em uma audição para tocar com Charlie Parker em uma turnê na Costa Oeste. Baker fez seu debut com o consagrado saxofonista no Tiffany Club, em Los Angeles. O Bird definia o trabalho de Chet como "puro e simples". Esta espécie de "bênção" fez com que Chet conquistasse fama instantânea e rendeu grande reconhecimento aos trabalhos posteriores, como a participação no Gerry Mulligan Quartet, gravações com Art Pepper e Birdland All-Stars (dentre outros), a formação de seu próprio quarteto (que começou com Russ Freeman no piano, Red Mitchell no baixo e Bobby White na bateria) e, até mesmo, o lançamento do álbum Chet Baker Sings, com canções de tom romântico na voz do próprio trompetista. Seus álbuns são repletos de sentimento, tragédia, angústia e beleza.

Baker viciou-se em heroína na década de 1950, mas seus hábitos só começaram a interferir em sua carreira na década de 1960. Em meio a prisões, deportações e um espancamento em San Francisco no verão de 1966, ele parou de tocar nos anos 1970, fazendo apenas eventuais participações especiais, como na gravação da canção Shipbuilding, de Elvis Costello, em protesto à Guerra das Malvinas em 1983.

Em 1987, o fotógrafo e cineasta Bruce Weber fez um documentário a respeito de Chet. No ano seguinte, Baker foi encontrado morto na calçada do hotel em que estava hospedado, em Amsterdã, depois de consumir heroína e cocaína. O filme de Weber, Let's Get Lost, que estreou no outono de 1988, foi aclamado pela crítica e recebeu uma indicação ao Oscar.



Bexiga: o pedaço mais italiano de São Paulo


No ano de 1878, os imigrantes italianos que desejavam se instalar na capital aproveitaram a oferta de terrenos baratos na área onde hoje é o bairro do Bexiga e se mudaram para lá.

A região tinha ruas estreitas e aclives que lembravam aldeias italianas. Os primeiros italianos a se mudarem eram sapateiros, artesãos, padeiros e quitandeiros, na sua maioria calabreses.A partir de 1890, o bairro começou a receber novos imigrantes: portugueses, espanhóis e outros italianos.O nome do bairro se origina, muito provavelmente, de um antigo proprietário daquelas terras que, ao que tudo indica, fora vítima da varíola, doença popularmente conhecida como “bexiga”. A transição de Bexiga para “Bixiga” se deu pela fala popular. Oficialmente, desde 1910 o bairro se chama Bela Vista, mas os paulistanos não deixam de chamá-lo “Bixiga”.O Bexiga cresceu lentamente e sempre foi um bairro bilíngue. 


Em algumas épocas, o italiano era até mais falado que o português. Muito do sotaque paulistano nasceu nas ruas do Bexiga.Em 1948, o bairro encontrou sua vocação boêmia e se tornaria, definitivamente, o mais paulistanos dos bairros da capital. Foi nesse ano que Franco Zampari inaugurou na rua Major Diogo o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).Depois dele vieram o Teatro Imprensa, o Oficina, o Sérgio Cardoso, o Ruth Escobar, o Paramount e todas aquelas cantinas que fazem a alegria do bairro.

Powered By Blogger