quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sinopse: ANTES DO AMANHECER


Título Original: Before Sunrise
Gênero: Romance
Tempo de Duração: 105 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1995
Estúdio: Columbia Pictures Corporation / Castle Rock Entertainment
Distribuição: Columbia Pictures / Sony Pictures Entertainment
Direção: Richard Linklater
Roteiro: Richard Linklater e Kim Krizan
Produção: Anne Walker-McBay
Direção de Fotografia: Lee Daniel
Desenho de Produção: Florian Reichmann
Direção de Arte: Florian Reichmann
Figurino: Florentina Welley
Edição: Sandra Adair

Elenco

Ethan Hawke (Jesse)
Julie Delpy (Celine)
Andrea Eckert (Esposa no trem)
Hanno Pöschl (Marido no trem)
Karl Bruckshwaiger (Jovem na ponte)
Tex Rubinowitz (Jovem na ponte)
Dominik Castell (Poeta de rua)
Haymon Maria Buttinger (Bartender)
Harold Waiglein (Guitarrista)


Jesse (Ethan Hawke), um jovem americano, e Celine (Julie Delpy), uma estudante francesa, se encontram casualmente no trem para Viena e logo começam a conversar. Ele a convence a desembarcar em Viena e gradativamente vão se envolvendo em uma paixão crescente. Mas existe uma verdade inevitável: no dia seguinte ela irá para Paris e ele voltará ao Estados Unidos. Com isso, resta aos dois apaixonados aproveitar o máximo o pouco tempo que lhes resta.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

QUEM É ROBERT BADEN POWELL?




O escotismo foi fundado em 1907, por Lord Robert Stephenson Smyth Baden-Powell of Gilwell (1857-1941), ou simplesmente Baden Powell – que nasceu em Londres, Grã-Bretanha e foi maçom...

O escotismo é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário e sem fins lucrativos. Foi criado com o intuito de desenvolver no jovem um crescimento nos parâmetros da fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

Estes conceitos são ensinados através de um sistema de valores que prioriza a honra, baseados na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática, do trabalho em equipe e da vida ao ar livre. Forma garotos escoteiros e seu símbolo é a flor-de-lis (ornamento heráldico em forma de um lírio estilizado; plural: flores-de-lis).






“É aí que eu acho que por causa do meu avô (eu não sei quem foi meu bisavô), devo ter uma ligação com a Bahia… geograficamente o Espírito Santo está ligado à Bahia. Sou muito sensível às coisas da Bahia… ela me arrepia! Eu, quando vou lá, fico parado… sento numa praça à noite… e parece que estou dentro da história… começo a viver toda a história. Isso para o compositor é uma coisa linda! Não é o que eu vejo, é o que eu sinto, sabe? Os afro-sambas que eu compus, por exemplo, é o lado mais forte da minha obra de compositor, de instrumentista. Aquela coisa afro, o violão com a afinação bem grave, lembra a Bahia. A cidade tem qualquer coisa parada no ar! À noite, você escuta um toque de atabaque, longe… tem sempre uma música no ar, uma coisa misteriosa… aquele mar que bate calmo, aquele cais… aquela rua… e esse troço todo sai na minha música. E quando se diz: ‘você foi à Bahia e fez isso ou aquilo…’ Eu respondo: Não! Eu já sou de lá!”

LIMITES AO LÉU de Paulo Leminski.


POESIA: “words set to music” (Dante
via Pound), “uma viagem ao
desconhecido” (Maiakóvski), “cernes e
medulas” (Ezra Pound), “a fala do
infalável” (Goethe), “linguagem
voltada para a sua própria
materialidade” (Jákobson),
“permanente hesitação entre som e
sentido” (Paul Valéry), “fundação do
ser mediante a palavra” (Heidegger),
“a religião original da humanidade”
(Novalis), “as melhores palavras na

melhor ordem” (Coleridge), “emoção
relembrada na tranquilidade”
(Wordsworth), “ciência e paixão”
(Alfred de Vigny), “se faz com
palavras, não com idéias” (Mallarmé),
“música que se faz com idéias”
(Ricardo Reis/ Fernando Pessoa), “um
fingimento deveras” (Fernando
Pessoa), “criticism of life” (Mathew
Arnold), “palavra-coisa” (Sartre),
“linguagem em estado de pureza
selvagem” (Octavio Paz), “poetry is to
inspire” (Bob Dylan), “design de
linguagem” (Décio Pignatari), “lo
imposible hecho posible” (Garcia
Lorca), “aquilo que se perde na
tradução” (Robert Frost), “a liberdade
da minha linguagem” (Paulo
Leminski)...



UM AMOR SEM LIMITES [DE IDADE]!


Lolita, luz de minha vida, labareda em minha carne. Minha alma, minha lama. Lo-li-ta: a ponta da língua descendo em três saltos pelo céu da boca para tropeçar de leve, no terceiro, contra os dentes. Lo. Li. Ta.

Pela manhã ela era Lô, não mais que Lô, com seu metro e quarenta e sete de altura e calçando uma única meia soquete. Era Lola ao vestir os jeans desbotados. Era Dolly na escola. Era Dolores sobre a linha pontilhada. Mas em meus braços sempre foi Lolita.


Será que teve uma precursora? Sim, de fato teve. Na verdade, talvez jamais teria existido uma Lolita se, em certo verão, eu não houvesse amado uma menina primordial. Num principado à beira-mar. Quando foi isso? Cerca de tantos anos antes de Lolita haver nascido quantos eu tinha naquele verão. Ninguém melhor do que um assassino para exibir um estilo floreado. Senhoras e senhores membros do júri, o item número um da acusação é aquilo que invejavam os serafins - os desinformados e simplórios serafins de nobres asas. Vejam este emaranhado de espinhos.


Sentia-me orgulhoso de mim mesmo. Provara o mel de um espasmo sem comprometer as virtudes de uma menor. Não lhe causara nenhum dano. (...) Eu havia delicadamente dado vazão a meu sonho ignóbil, ardente e pecaminoso, mas Lolita estava sã e salva — e eu também. O que eu possuíra apaixonadamente não tinha sido ela e sim minha própria criação, uma outra Lolita, uma Lolita inventada e talvez mais real que a de carne e osso, que se sobrepunha a ela, envolvendo-a, flutuando entre mim e ela [sic] — sem vontade e sem consciência, de fato sem vida própria.

(do livro Lolita, de Vladimir Nabokov)



KID MORENGUEIRA: FRAGMENTOS


"Nasci em 1902, num 1º de abril, na rua Santo Henrique, hoje Carlos Vasconcelos, na Tijuca"


"Nunca tomei um porre em toda a minha vida"

"Andava oito quilômetros a pé por dia, com uma comidinha muito fraca, que mal dava para enganar o estômago. Eu estava muito longe da minha mãe, que era cozinheira. Minhas irmãs foram morar na casa de umas tias e eu fiquei sozinho no barraco. Meu almoço era geralmente um bolo de milho e bananada”

"Fiz muitas meninas chorar, dando o meu recado em serestas"

"Eu sempre ia às festas na Praça Onze, onde tinha roda com rasteira, rabo-de-arraia. Era magrinho, novinho, mas entrava na roda e era respeitado"


"Se me deixar falar, o ladrão não me assalta. Se me deixar falar muito, eu tomo uma grana emprestada"

"antigamente, você deixava o carro aberto e o máximo que entrava era mosquito. Crime era só passional. Hoje, nas ruas, só tem punguista, ladrãozinho barato"

"Tem menino de 16 anos que está emprenhando gente e na hora em que comete um crime diz que é de menor"

"Nessa época, meu principal passageiro era o compositor Ismael Silva. Foi o Ismael quem
botou na minha cabeça a ideia de transformar-me em cantor. Graças a ele gravei meu primeiro disco"


"Foi por acaso, como quase todas as descobertas dos cientistas. Eu estava cantando um samba fraquinho e decidi interromper e improvisar umas falas só para brincar com a platéia. O Tancredo Silva me deu um samba de quatro linhas (Jogo Proibido) e eu improvisei em cima: ‘Meto a solingen na garganta do otário e ele geme, ai, ai, meu Deus. Não posso mais. Vou me acabar’. O público aplaudiu de pé, e eu pensei: é aí que está o petróleo, malandro. Vou meter a sonda".


sexta-feira, 10 de abril de 2009

EIS A ESPERANZA!


"De Caravela para Ponta de Areia, costumavam ir pessoas e cargas pequenas, como peixe. Lá, ancoravam navios que eram carregados com madeira bruta, que vinha de Aimorés, Argolo e Artur Castilho. Aquilo era tudo mataria. O Areriacararí era um navio de dois ou três porões, que saía pendendo de madeira. Tinha as pitombas, lugares que eram enchidos com madeira bruta. Em cada balcão daqueles, trabalhava-se com pranchas dia e noite, descarregando. Havia uma pessoa que ia emendando as toras em cordas, para embarcar nos navios" (Oronilides de Oliveira, ex-telegrafista da Baiminas). A estação foi fechada em 1966, com o fim das atividades da ferrovia. "Uma semana antes do carnaval de 1980 estive em Ponta de Areia para conhecer a estação. Infelizmente só havia ruínas. Segundo um funcionário da Aeronáutica que trabalhava na Base de Caravelas, e que tinha sido funcionário da E. F. Bahia-Minas, e transferido para a Aeronáutica após a extinção da ferrovia, o prefeito de Caravelas, do PMDB, queria fazer uma praça onde ficava o terminal de Ponta de Areia. Com medo do tombamento da estação por causa da música do Milton Nascimento, o prefeito autorizou a população a retirar todo material de construção que quisesse do prédio principal da estação. Assim tudo foi retirado. Fotografei o que sobrou: as ruínas da estação, do pier, das oficinas e a caixa d'água" (Carlos Augusto Leite Pereira, 11/2007).

PEÇA QUE A GENTE PASSA: CARLA BRUNI.



"Eu amo a Carlinha! Comecei a estudar francês por causa dela. Fora que ela é um arraso, um absurdo, bastava saber cantar, mas Deus fez ela bonita e talentosa. Algum defeito ela deve ter. Não é possível."

Andressa Lorena, 19 anos, modelo.



Carla Bruni - Quelqu'un m'a dit [Carla Bruni]

AS CORES DO DJAVAN

O cantor Djavan disse que o resultado do exame de DNA que indica que ele é 65% africano, 30,1% europeu e 4,9% ameríndio "bate" com o que ele sente.

"Eu sou uma pessoa do mundo, mas me sinto indubitavelmente negro em tudo. A minha música é negra, eu sou um homem negro e adoro as religiões que descendem da África", disse Djavan, em entrevista à BBC Brasil.


Quanto aos 30% de ascendência européia indicados no exame, Djavan disse que já esperava ter uma alta carga de genes vindos da Europa porque sabia que seu pai era descendente de holandeses."Meu pai era louro de olhos azuis", disse o cantor. "Se eu tivesse saído com os olhos azuis, não teria sido nenhuma aberração."


"Só achei um pouco baixa a parte índia. Pensei que fosse de 10% a 15%. Tenho um pouco de índio também, eu sinto."


segunda-feira, 2 de março de 2009

Nina encantou a moça.


"Por vezes, nos locais mais inesperados, somos surpreendidos por uma música fantástica, com a certeza absoluta de que já a ouvimos vezes sem conta, mas sem saber o seu nome ou autor. Invariavelmente, se por acaso estamos com amigos e há alguém que conhece, ficamos ainda mais surpresos e exclamamos o clichê de costume: 'sério? é mesmo dela?'. Foi o que me aconteceu com esta espetacular música de Nina Simone."

RITA D'OXUM


Oxum é o nome de um rio na Nigéria, em Ijexá e Ijebú. Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, riqueza e do amor. A Oxum pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona dos rios e cachoeiras gosta de usar colares, jóias, tudo relacionado à vaidade, perfumes, etc.

As pessoas de Oxum são vaidosas, elegantes, sensuais, adoram perfumes, jóias caras, roupas bonitas, tudo que se relaciona com a beleza. Gostam de chamar a atenção do sexo oposto. São boas donas de casa e companheiras, despertam ciúmes nas mulheres e se envolvem em intrigas.Oxum é destemida diante das dificuldades enfrentadas pelos seus. Ela usa sua sensualidade para salvar sua comunidade da morte. Dança com seus lenços e o mel, seduzindo Ogum até que ele volte a produzir os instrumentos para a agricultura. Assim a cidade fica livre da fome e miséria. Oxum enfrenta o perigo quando Olodumare, Deus supremo, ofendido pela rebeldia dos orixás, prende a chuva no orum (Céu), deixando que a seca e a fome se abatam sobre o aiê (a Terra). Transformada em pavão, Oxum voa até o deus maior, para suplicar ajuda.

Mesmo tornando-se abutre pelo calor do sol, que queima-lhe, enegrecendo as penas, ela alcança a casa de Olodumare. Indignada por se perceber excluída da reunião de orixás masculinos, Oxum torna estéreis todas as mulheres até que ela seja convidada para o encontro. Uma demonstração de que com ela é assim: bateu, levou. Não tolera o que considera injusto e adora uma pirraça. Da beleza à destreza, da fragilidade à força, com toque feminino de bondade, é assim o jeito dessa deusa-heroína. Sensível à condição de fraqueza, Oxum se dispõe a aliviar o sofrimento alheio. Assim ela o faz quando Oxalá tem seu cajado jogado ao mar e a perna ferida por Iansã. Oxum vem para ajudar o velho, curando-o e recuperando seu pertence. Ela é adorada por Oxalá. A deusa do amor parte com um ebó até Olodumare, para que não haja mais seca na Terra. No caminho ela não hesita em repartir os ingredientes da oferenda com o velho Obatalá e as crianças que encontra, e mesmo assim alcança seu objetivo pela comoção de Olodumare.

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