quinta-feira, 2 de julho de 2009

Artigo 17: uso de armas

As armas de uso permitido são definidas no art. 17 do R-105:


I - armas de fogo curtas, de repetição ou semi-automaticas, cuja munição comum tenha ,na saída do cano ,energia de ate trezentas libras-pe ou quatrocentos e sete Joules e suas munições, como por exemplo ,os calibres 22 LR,.32-20,.38-40 E 44-40;

II - armas de fogo longas raiadas, de repetição-automáticas, cuja munição comum tenha, na saída do cano, energia de mil libras-pe ou mil trezentos e cinqüenta e cinco Joulese suas munições, por exemplo, os calibres .22 LR, 32-20, .38 S&W, 38 SPL e 380 Auto;

III - armas de fogo de alma lisa, de repetição ou semi-automaticas, calibre doze ou inferior, com comprimento de cano igual ou maior do que vinte e quatro polegadas ou seiscentos e dez milímetros; as de menor calibre com qualquer comprimento de cano, e suas munições de uso permitido;

IV.-armas de pressão por ação de gás comprimido ou por ação de mola, com calibre igual ou inferior a seis milímetros e suas munições de uso permitido;

V - armas que tenham por finalidade dar partida em competições desportivas, que utilizem, cartuchos contendo exclusivamente pólvora ;

VI - armas para uso industrial ou que utilizem projéteis anestésicos para uso veterinário;

VII - dispositivos óticos de pontaria com aumento menor que seis vezes e diâmetro da objetiva menor que trinta e seis milímetros;

VIII - cartuchos vazios, semi-carregadas ou carregados a chumbo granulado, conhecidos como cartuchos de caça, destinados a armas de fogo de alma lisa de calibre permitido;

IX - blindagens balísticas para munições de uso permitido;

X - equipamentos de proteção balística contra armas de fogo de porte de uso permitido, tais como coletes, escudos, capacetes, etc.; e

XI - veículo de passeio blindado.


Aspas para Christopher Walken

''Eu faço filmes que ninguém vai ver. Eu já fiz filmes que nem mesmo eu vi''. Mais do que uma sinceridade desconcertante, a declaração de Christopher Walken exprime sua perfeita compreensão acerca dos altos e baixo que uma carreira de mais de 50 anos lhe reservou. Ator intenso, difícil, freqüentemente subaproveitado em papéis de vilão que se beneficiam de seu olhar injetado e rosto encovado, Walken emergiu dos anos 1970 com seu primeiro Oscar na estante (por ''O Franco-Atirador'', de 1978) e o título de ''talento promissor'' que, aos poucos, foi se desgastando. Hoje, 25 anos depois, (como se ainda fosse necessário) Walken cumpre a jura, com sua segunda (e um tanto atrasada) chance de ganhar a estatueta da Academia. A nomeação foi emblemática. Walken, sempre vilanesco, foi reconhecido por uma atuação tocante e profunda em um filme despretensioso - ''Prenda-me se For Capaz'', de Steven Spielberg. Ele interpreta o carinhoso pai de Leonardo DiCaprio - um tanto parecido com a figura de seu próprio pai, um padeiro. Walken, porém, insiste que a maioria de suas criações não são inspiradas em pessoas que conhece. ''Tudo que interpreto, minha referência é completamente distante do planeta showbusiness. Eu não sei nada sobre ninguém, pessoas que eu conheci na minha vida - minha família, meus irmãos - eu não conheço... Só sei sobre mim'', diz.

Walken começou cedo no showbusiness. Reza a lenda que, aos 10 anos, ele conheceu o comediante Jerry Lewis como extra em seu programa ''The Colgate Comedy Hour'' e instantaneamente desejou imitar seu ídolo para o resto da vida. Aos 15 anos, com o nome artístico de Ronnie Walken, estreou em uma peça off-Broadway chamada ''J.B.''. Somente depois de sua ampla formação na Universidade Hofstra (onde tentou inicialmente se formar em dança, mas depois mudou de idéia) e de seu trabalho no musical ''Baker Street'', em 1965, é que ele mudou o pseudônimo para Christopher Walken. No ano seguinte, ganharia seu primeiro prêmio, por sua atuação em ''The Rose Tattoo'', e uma passagem garantida para a indústria cinematográfica. Em 1969, chegava às telas com ''Me and My Brother''. No mesmo ano, comemorou também seu casamento com Georgianne Walken - um matrimônio amoroso que dura até hoje.

Seguiram-se uma porção de filmes com pouca repercussão, como os dramas ''O Golpe de John Anderson'', com Sean Connery, e ''The Happiness Cage''; o horror ''The Sentinel'', com Ava Gardner; a comédia ''Next Stop, Greenwich Village'', com Jeff Goldblum; e os telefilmes ''The Three Musketeers'', ''Valley Forge'' e ''Barefoot in Athens''.


Foi somente em 1977 que Walken começou a ser notado, depois de roubar a cena como o irmão estranho e desequilibrado de Diane Keaton em ''Noivo Neurótico, Noiva Nervosa'', de Woody Allen. Confirmando a boa fase, no ano seguinte Walken obteve o papel que muitos consideram o melhor de sua vida: Nick, um traumatizado sobrevivente da guerra do Vietnã, em ''O Franco-Atirador''. Ao lado de Robert De Niro e Meryl Streep, Walken impressionou crítica e público mundo afora com seu retrato aguçado e enérgico de um homem incapaz de se recompor diante do horror que presenciou na guerra. Inesquecíveis suas cenas jogando roleta-russa.O filme lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante e uma enxurrada de propostas. Chegou a ser o segundo ator na lista dos favoritos de George Lucas para viver Han Solo em ''Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança''.

O critério de Walken para selecionar futuros papéis, no entanto, foi no mínimo impreciso. Em 1980, ao lado de Isabelle Huppert e Jeff Bridges, participou de ''O Portal do Paraíso'', faroeste megalômano do mesmo diretor de ''O Franco-Atirador'' que foi um fracasso retumbante e que eventualmente selou o destino financeiro da United Artists Productions. No mesmo ano revisitou a guerra no insosso ''Os Cães de Guerra''.Em 1981, Walken, eternamente apaixonado por dança, fez questão de interpretar o sapateador Tom em ''Pennies form Heaven'', ao lado de Steve Martin, mas o resultado foi tão apagado quanto seu projeto seguinte, ''Shoot the Sun Down''. Em 1983, porém, Walken flertaria pela primeira vez com a ficção científica, acrescentando mais figuras bizarras a sua galeria de personagens. Fez ''Projeto Brainstorm'' com Natalie Wood (foi uma das testemunhas do afogamento da atriz, em um acidente de iate) e o elogiadíssimo ''Na Hora da Zona Morta'', do diretor David Cronenberg. Neste último, no papel de um homem recém-despertado de um coma que descobre possuir poderes psíquicos, mostrou novamente porque merecia respeito como ator.

O último cantor de rock'n'roll

Rio de Janeiro, 1971. O roqueiro Serguei encontra com sua ex-namorada Janis Joplin, em frente ao hotel Copacabana Palace, no qual ela estava hospedada, e os dois caminham até a Rua Prado Júnior, onde ele se apresentaria na boate Holiday com a atriz Darlene Glória. De repente, Janis se ajoelha na calçada e grita: "Have a pen?". Em seguida, ela desenha sobre o zíper da calça dele um coração com a frase: "Serguei and Janis Joplin - love". Depois de sua morte, Serguei procurou a velha calça listrada de azul e branco quando, então, ouviu da mãe: "Aquela toda rabiscada? Dei para os pobres".


Sérgio Augusto Bustamante, 66 anos, conheceu a fama quando o compacto Alucinações de Serguei estourou nas rádios, em 1965. Desde então, gravou dez discos, o último em 1991, pela BMG, após elogiada apresentação no festival Rock in Rio II. Oito anos depois, Serguei volta à cena este mês com o lançamento da biografia Serguei - O Anjo Maldito, de João Henrique Schiller. E planeja lançar em janeiro seu primeiro CD, Rota 66, com participações de Evandro Mesquita e Roberto Frejat.

Filho de um executivo da IBM, Domingos Bustamante, e da dona de casa Heloísa, Serguei nasceu no Rio e foi criado com os mimos de filho único. "Aos 12 anos, disse a meu pai que queria morar nos Estados Unidos, pois não suportava viver num país do terceiro mundo", conta. Foi morar com a avó materna, Lia Anderson, em Long Island, Nova York, onde participou de festivais estudantis. De volta ao Brasil, em 1955, trabalhou no Banco Boavista, de onde foi despedido. "Ficava amarradão andando de elevador para baixo e para cima." Foi, então, para a aviação, onde trabalhou como comissário de bordo na Loyd Aéreo, Cruzeiro do Sul, PanAir e Varig. "Depois de servir passageiros, íamos para a cauda do avião e eu imitava a Dalva de Oliveira e o Elvis Presley", lembra. Na Varig, teve sua segunda demissão. "Estava em Madri e era folga. Pus um perucão maravilhoso e fui dançar. Depois de beber, pulei em cima da mesa onde estava a atriz Gina Lolobrigida, puxei-a pelos quadris, dançamos e tomamos um banho de sangria", diverte-se. Na saída, bêbado, brigou com o dono da boate. "Quando cheguei ao Rio, tinha um relatório na mesa do chefe", conta.


De volta aos Estados Unidos‚ em 1963, ele morou no Village, em Nova York, e cantou em bares. Com suas performances, roupas extravagantes e o rebolado, agradava ao público. "Pouco estudei música", diz. "Mas canto, grito, pulo e requebro." Nessa época, conheceu Janis Joplin, freqüentou a casa de Jim Morrison, líder do The Doors, foi a Woodstock e viu Jimi Hendrix. "Éramos movidos a incensos e Jack Daniel's", conta.


Quando o pai adoeceu, em 1973, Serguei voltou ao Brasil. A família mudou-se para Saquarema, na Região dos Lagos, Rio, onde o roqueiro vive. "Fiquei com ele até o fim", conta. "Lia para ele, fazia sua barba." Há quatro anos, perdeu a mãe. Hoje, não tem rotina, fora os 45 abdominais diários. "Sou vaidoso. Fui um dos primeiros a usar interlace nos cabelos no Brasil", diz ele, bissexual assumido.

Ele vive num apartamento de paredes pretas. Faz shows no Norte e no Nordeste. "Num mês razoável, ganho de R$ 3 mil a R$ 4 mil ", conta. O único rendimento certo são os dois salários mínimos que recebe do INSS como autônomo. Serguei ostenta o título de artista oficial do grupo de motoqueiros Hell's Angels no Brasil. Sua discografia é distribuída para integrantes do Hell's no mundo. Na única vez em que andou de moto, porém, caiu e ficou uma semana no hospital, com um coágulo na cabeça.


Sexo Oral entre adolescentes acaba na UTI


A cena de um casal de adolescentes em posição constrangedora e aterradora de sexo oral – ela debaixo de um lençol manchado de sangue - jamais sairá da lembrança de Eurídice, uma enfermeira do Pronto-Socorro 28 de Agosto, que deu o primeiro atendimento àquela cena de filme de sexo e terror. Sob os lençóis brancos da vergonha e mal estar, ela descobriu uma menina adolescente com aparelho odontológico bem visível, fazendo um "quete" na bilola de um rapaz desesperado pela dor que parecia sentir. O órgão do jovem estava simplesmente perfurado e preso pelo fio metálico que prende os breckts do aparelho ortodôntico, e quanto mais se movimentava para se livrar mais preso o pinto ficava e a dor parecia maior. Um desespero que tomou conta do serviço médico e que acabou na Unidade de Terapia Intensiva daquele serviço de emergência.


Trecho de Rita Lee


Não posso nada. Sou alcoólatra, então bebeu o primeiro, f... Meu pai e meu avô eram alcoólatras, minha irmã morreu de alcoolismo, overdose. Quando comecei a fazer a turnê do Bossa 'n' roll, baixou um Vinicius de Moraes, e eu estava ali com um uisquinho. Álcool é a droga mais pesada que já experimentei. E tem essa hipocrisia de ser liberado, "Se beber, não dirija". Isso tudo é cínico. Ou libera tudo ou proíbe tudo. 

Quando nasceu minha neta, eu tava em um hospício. Porque rehab para mim é hospício, lugar de gente louca, que tem compulsão a tudo: comida, sexo, jogo, álcool, drogas. Mas não me arrependo de ter feito tudo o que fiz, de ter tomado tudo o que tomei, de ter passado pelas esquinas por onde andei. Não tenho discurso de madalena arrependida. Teve um lado bom de alcançar um arquivo que eu jamais alcançaria careta. Mas é perigoso. Você consegue coisas maravilhosas, música, letra, a ousadia. Mas você abre a guarda e, nessa, vem o outro lado da moeda, que é o escuro. Era uma coisa Luke Skywalker, agora é Darth Vader.



PEÇA QUE A GENTE PASSA: ALTEMAR DUTRA.





“Ah, quando eu ouço Altemar Dutra só lembro da Caduba lavando roupa e cantando...”

(Leila Pimenta)






quinta-feira, 25 de junho de 2009

Conversa de MSN


Diego: tou assistindo aki a cnn

cazzo:
qual foi?

Diego:e ta passando aki uma reportagem de que michael jackson foi levado pro hospital pq teve uma parada cardiaca

cazzo:porra.

Diego:mais tem um site já que divulgou q ele morreu

cazzo:hahahahahahahahhahaha será?

Diego:ja foi levado morto pro hospital

cazzo:ele tava tomando remédio pra não morrer.

Diego: hahahaha... e os clipes dele é de fude vei

cazzo:o remédio q ele tava tomando não fez efeito. q merda.

Diego:no los angeles times saiu a noticia agora que ele não morreu nãoq ele ta em coma

cazzo:ahhhhhhh q pena. as crianças estariam salvas.

Diego:mais pode ser um coma induzido ja ne vei esperando so a familia chegar pra perguntar quando é pra desligar os aparelhoskkkkkkkkkkkkkkkkkkkk e logo agora q ele ia voltar a fazer show veikkkkkkkkkkkkk

cazzo:caralho. fudeu. vai virar mito.

Diego:a turne dele tava com numeros em torno de mais de 50 milhões de dolares de lucro pra ele cazzo:ta passando na globo.

Diego:xii fudeu daki a pouco morreu mesmo


Diego:vei ta passando agora thriller de fude o clipe

cazzo:
é... a porra é grave. vou sair espalhando no msn q ele morreu. vou adiantar a notícia.

Diego:pronto vei agora vai ser luto nos eua de uma semana kkkkkkkkk

cazzo:hahahahahhahhahahahaha

Diego:é vei a cnn confirmou a morte já

cazzo:hahahahahhahahhaa, rapaz, aquele site botou pra fuder. blefou e deu certo.jogou barro e grudou.

Diego:kkkkkkkkkk

cazzo:a cnn tá tirando o dela da reta. ela confirma mas diz q não confirma a morte. o los angeles confirma, mas não tira da reta. deu coma profundo no mutante.

Diego:kkkkk tao com medo de ele ressucitar kkkkkkkkkk


cazzo:hahahahahahahahahaha é mermo. pode ser efeito do remédio.

Diego:kkkkkkk oh vei como diziam q ele é um ser de outro planeta, nao se sabe como funciona direitos os orgãos dele né, vai q é normal kkkkk

cazzo:só a cnn e a globo contam com a ressurreição. hahahahahahahhaha

Diego:ja pensou bicho depois de todo mundo da ele como morto ele ressucita pronto ai q fudeu ele vai abrir uma religiao

cazzo:é mermo. vai desbancar jesus.

Diego:se ele tem aquela doença que morre mais nao morre kkkkna verdade vao dizer q ele é jesus o q é pior

cazzo:hahahahaha então faz sentido: "vinde a mim as criancinhas!"

Diego:kkkkkkkkk pois é... vei vou aki vou comer pq tou morrendo de fome fuiiiiiiiii

cazzo:blz.



A casa da minha infância [Luis Nassif]


Tem certos dias em que a solidão convoca uma assembléia geral da minha vida. Eu nem vacilo, pego o carro, deixo para trás stress e infovidas, atravesso fazendas e herdades e, depois delas, a montanha.

Ah, esse mergulho no tempo, nas lembranças, esse revolver de emoções tão soterradas pelo burburinho infernal das metrópoles e pelo ritmo dos tempos. As lembranças vão enchendo o buffer da memória e corro para chegar à cidade antes que amanheça e que o sol espante a magia. Chego ao jardim, reformado de acordo com o projeto original, e espreito os fantasmas que saem da bruma de uma noite fria. Dispome, então, das pompas contemporâneas, e entro na casa que não mais havia.

Lembro-me do quartão do fundo, onde abrigava minha solidão de recém-saído da infância buscando ansiosamente o mundo através das ondas curtas de um rádio de rabo quente. Ou o barracão que registrou momentos de festa. Ou ainda o outro quarto do quintal onde, em um período qualquer da minha infância, seu Oscar tentou fabricar a linha de perfumes Temarelu (de Teresa, Maria Regina e Luís). E ainda o telhado de fora, onde eu subia com um cavaquinho e despejava versos improvisados nas irmãs e primas mais novas.


Lembro-me especialmente das festas de Natal, em que se juntavam nossa família e a da tia Rosita. As primas preparavam prendas e missões que eram sorteadas. Ao meu pai coube dançar tango. Ao doutor Fabrino, que fora passar a noite conosco, um discurso sobre Papai Noel.

Mas as lembranças não param e, antes que pudesse sorrir da cena, desaba sobre minha memória o último contato com a casa. Hoje em dia anda meio largada, e me provoca indagações de antigamente. Nem me lembro de quem meu pai a adquiriu, logo que casou, antes de eu nascer, acho que de um senhor que enviuvou. Num dia qualquer de 1974 mudou de mãos, passando para novos donos. Era mês de julho, deixei São Paulo, onde morava desde 1970, subi a montanha e olhei pela última vez a casa, vazia, sem móveis, sem vida, enquanto o caminhão levava a mudança e o desgosto de dona Tereza e seu Oscar rumo à metrópole.

Até alguns anos atrás, quantas noites atravessei com pesadelos, com aquela imagem da casa vazia, sem vida, me atormentando o sono, sempre prenunciando alguma notícia ruim que viria em seguida.


Mas é nas sombras das árvores do jardim do Pálace, projetadas pela luz de uma lua forte, que revejo a casa, meus mortos mais amigos, a minha afinidade mais constante, em plena noite fria e remendada pelo infinito de tantos momentos. Aí o portão dos tempos escancara e eu me vejo infante e antigo.


Vejo dona Tereza mais nova do que hoje sou, e seu Oscar, que deveria ter a idade que hoje tenho. E essa invasão das fronteiras do tempo mistura tudo, dos conflitos que, adolescente, tive com meu pai para, em seguida, vê-lo de agora. E relembro da angústia, da crise financeira da Farmácia Central, herança da grande recessão da segunda metade dos anos 60, da impotência em não poder ajudá-lo mais do que metade do salário que ganhava em início de carreira.

Lembro-me mais, de uns dez anos atrás, em que sonhava com ele, tentando aconselhá-lo a reestruturar a farmácia, a reduzir o número de funcionários. E ele, no sonho, me dizendo angustiado que não podia dispensar o Rafael, a Neusa, o Januário. Depois, um tempo depois, lembro-me encontrando o filho do Rafael, que trabalhou com seu Oscar mais de trinta anos, para me comunicar que o pai havia morrido e que, pouco antes de morrer, sonhara com o antigo patrão angustiado, pedindo que o ajudasse a sair da crise.

A data batia com a do meu sonho. Assim, vou dispondo as lembranças como minha mãe escolhia arroz com as mãos. Separo mágoas vagas e concretas, as pedras das incompreensões. Aos poucos, a casa vai se povoando, ganhando vida, e a alma sendo acalmada. E limpos o arroz, a alma e a mente, o coração explode finalmente, pacificando as emoções.


As acusações


Michael Jackson, pai de três filhos pequenos, enfrentou dez acusações: de conspiração com fins extorsivos, sequestro de um menor de idade, abuso sexual e fornecimento de agente tóxico (vinho) com a finalidade de cometer o delito. O artista negou todas as acusações. Foi absolvido.

Jackson foi preso em novembro de 2003, depois da realização da primeira revista em sua mansão na Califórnia. Liberado depois do pagamento de uma fiança de US$ 3 milhões, a estrela recebeu acusações por agressão sexual contra um menor que tinha 12 anos na época dos fatos.


Em depoimento, a mãe do menino que teria sofrido abuso sexual contou ao juiz que ela e sua família foram impedidas de sair da fazenda do cantor e seguir para Los Angeles no dia em que o astro teria molestado seu filho.


A identidade do menor que acusa o cantor chegou a ser revelada, mas em seguida uma ordem judicial determinou que os nomes da suposta vítima e de sua família não fossem mais citados publicamente.


O menor aparece no polêmico documentário "Living With Michael Jackson", do jornalista britânico Martin Bashir, no qual o cantor admite que já dividiu a cama com crianças, "mas não de uma forma sexual, e sim de um jeito doce e carinhoso".



A dança

A história da dança retrata que seu surgimento se deu ainda na pré-história, quando os homens batiam os pés no chão. Aos poucos, foram dando mais intensidade aos sons, descobrindo que podiam fazer outros ritmos, conjugando os passos com as mãos, através das palmas.

O surgimento das danças em grupo aconteceu através dos rituais religiosos, onde as pessoas faziam agradecimentos ou pediam aos deuses o sol e a chuva. Os primeiros registros dessas danças mostram que as mesmas surgiram no Egito, há dois mil anos antes de Cristo.
Mais tarde, já perdendo o costume religioso, as danças apareceram na Grécia, em virtude das comemorações aos jogos olímpicos.


O Japão preservou o caráter religioso das danças, onde as mesmas são feitas até hoje, nas cerimônias dos tempos primitivos.

Em Roma, as danças se voltaram para as formas sensuais, em homenagem ao deus Baco (deus do vinho), onde dançava-se em festas e bacanais.

Nas cortes do período renascentista, as danças voltaram a ter caráter teatral, que estava se perdendo no tempo, pois ninguém a praticava com esse propósito. Praticamente daí foi que surgiram o sapateado e o balé, apresentados como espetáculos teatrais, onde passos, música, vestuário, iluminação e cenário compõem sua estrutura.


No século XVI surgiram os primeiros registros das danças, onde cada localidade apresentava características próprias. No século XIX surgiram as danças feitas em pares, como a valsa, a polca, o tango, dentre outras. Estas, a princípio, não foram aceitas pelos mais conservadores, até que no século XX surgiu o rock’n roll, que revolucionou o estilo musical. Até que no século XX surgiu Michael Jackson.


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