sábado, 25 de dezembro de 2010

Manchester: Cidade Musical da Inglaterra.

Manchester é outra famosa cidade da Inglaterra, e é famosa por dois motivos; no século XIX ela foi o maior polo industrial do planeta e o segundo motivo é que anos mais tarde Manchester foi palco de uma grande revolução musical que saiu dos bares e pubs e conquistou o mundo todo. Manchester foi então o principal palco das maiores e mais importantes bandas de rock de todos os tempos.

Só por esta descrição você já pode imaginar que muito charme e cultura esperam por você em Manchester. Junte tudo isso ao seu belo centro e o imponente prédio da prefeitura, o ponto de partida para qualquer roteiro. Só para você ter ideia de algumas bandas que são fruto da fama de Manchester: Oasis, Take That, Ultravox, Happy Mondays, Joy Division, Stone Roses, Smiths, Simply Red e New Order. Todos eles são frutos de Manchester.

Outro ponto de referencia para a caminhada por Manchester é Picadilly Gardens, o parque mais famoso da cidade. Perto daqui se encontram importantes e imponentes prédios como a Town Hall toda em estilo gótico, datada de 1887 e a Victoria University, Memorial Hall e Reform Club. Todos belos monumentos arquitetônicos que devem ser vistos em conjunto com o parque.

Manchester ainda conserva seus aspectos de cidade industrial. Esse ar só está sendo mudado de algum tempo para cá, com a revitalização de alguns prédios e a tentativa de deixar a cidade mais acolhedora para o turista e não tão polo industrial como ela é vista. E uma das regiões que mais tem recebido esse tipo de investimento é Salford Quays, localizada junto às docas.

Os museus também são grandes atrações de Manchester, como o Manchester Museum, People’s History Museum, Urbis-The Museum of the City, e Platt Hall-Gallery of Costumes. É recomendado você visitar todos, cada um em especial conta um pouco da vida em Manchester e Inglaterra , conta também porque Manchester é considerada a cidade industrial mais importante de todas.


Reconheça: Ultraje a Rigor.



Ultraje a Rigor é uma banda brasileira de rock'n'roll, criada no início dos anos 80 em São Paulo. Idealizada por Roger Rocha Moreira, explodiu em 1983 no Brasil devido aos hits "Inútil" e "Mim Quer Tocar". Em 1985 a banda ficou nacionalmente conhecida pelo álbum Nós Vamos Invadir Sua Praia que trouxe o primeiro disco de ouro e platina para o rock nacional. Além disso, o Vamos Invadir, mais recentemente, o título de melhor álbum brasileiro pela revista MTV onde vários críticos musicais votaram.

A banda é um grande marco no cenário do rock nacional. Sua formação inicial era Roger, Leôspa, Sílvio e Scandurra, sendo que Sílvio logo deu lugar ao Maurício. Hoje, apenas Roger, idealizador da banda, continua desde a formação original.

Princípio - 1980 à 1988

Ultraje a Rigor começou como uma banda de covers - principalmente Beatles, Punk e New Wave. A oficial formação, composta de Roger, Leôspa, Sílvio e Edgard, começou a fazer pequenos shows em bares. Em 1982, decidiram o nome da banda: Ultraje a Rigor, um trocadilho com "Traje a Rigor", direcionado a irreverência das canções deles. Roger, inicialmente, havia pensado em batizar a banda apenas como "Ultraje", mas Edgard, quando perguntado a respeito do nome, havia ouvido errado e dito: "hã? Como é? Que traje, o traje a rigor?" E ficou o trocadilho.

Brevemente, Silvio deixou a banda e foi substituído por Maurício. Em abril de 1983, a nova formação participa do primeiro show da banda com as suas próprias composições, exclusivamente. Após um desses shows, assinaram um contrato de gravação por produtor Pena Schmidt que também trabalhava com grupos como Titãs para a WEA. Eles haviam gravado seu primeiro single, Inútil/Mim Quer Tocar 'violão', que, por causa de problemas com a censura, não foi liberado até outubro desse ano, o que levou a muitos mais shows para a banda. Edgard, já membro do Idolos!, encontrou-se impossibilitado de continuar a dividir seu tempo entre duas bandas e optou pela segunda. Carlinhos foi chamado para o substituir. Em 1984, com a nova formação, gravaram seu segundo single, Eu Me Amo/Rebelde Sem Causa, sendo que "Eu Me Amo" fez um certo sucesso no rádio.
Seu primeiro LP, Nós Vamos Invadir Sua Praia, lançado alguns meses mais tarde, fez grande sucesso. Foi o primeiro LP de Rock no Brasil a ganhar Disco de Ouro e Disco de Platina. A maior parte de suas músicas tinham generalizado sucesso e a Ultraje quebrou recordes de público em diferentes locais em todo o país, como o Canecão, no Rio de Janeiro. No início de 1986, gravam um EP chamado Liberdade Para Marylou, com uma versão remixada de "Nós Vamos Invadir Sua Praia", "Hino dos Cafajestes" e "Marylou" em ritmo de Carnaval. Em 1987, durante as gravações do segundo LP, "Sexo!", Carlinhos (com a possibilidade de uma mudança para Los Angeles para formar sua própria banda), deixou a banda e Sérgio Serra o substituiu. O segundo álbum foi tão bem sucedido quanto o primeiro, com a canção "Eu Gosto de Mulher" atingindo um máximo de 96#, no Hot100Brasil.[carece de fontes?] O sucesso do álbum levou a mais shows por todo o Brasil e a escrita de mais músicas.
Maturidade e mudanças - 1989 à 1993

Em 1989, mais maduros e um pouco cansados pelas constantes turnês, é gravado o terceiro disco, Crescendo. O álbum vendeu bem, mas os meios de comunicação social estava a começar a perder o seu interesse em Ultraje após quatro anos de sucesso. Mesmo assim, ainda provocou polêmica, com o anúncio do fim da censura oficial com a canção "Filha da Puta". A canção foi censurada extra-oficialmente, em muitas estações de rádio e programas de TV, o que dificultou a promoção do álbum. Outras canções picantes com temas como "O Chiclete" e "Volta Comigo", uma música que trata de adultério, tiveram suas execuções comprometidas. Em 1990 a Ultraje voltou à suas raízes lançando o "Por Quê Ultraje a Rigor?", um álbum de covers que faziam parte do seu repertório quando eles estavam no início da carreira. Mauricio, após ter se casado com uma americana, mudou-se para Miami e Andria Busic foi temporariamente o baixista. Um mês depois foi substituído por Osvaldo. Após quase mais um ano de turnê, Roger percebe que o Ultraje a Rigor já não era a mesma banda. Leôspa, depois de ter casado, já não podia manter o seu entusiasmo para viajar e ensaiar; Sergio aspirava sair para formar a sua própria banda, e Osvaldo preferia trabalhar em seu estúdio profissional. Depois de uma conversa com Leôspa, Roger decidiu procurar novos membros para tentar continuar o Ultraje.

Pesquisando em bares e através de mostras de bandas principiantes, encontrou Flávio Suete, baterista que tocava covers de Frank Zappa. Flávio recomendou Serginho Petroni, baixista que também tocava covers. Juntos, começaram as audições para novos guitarristas. Depois de meses de teste, descobriram Heraldo Paarmann através de um anúncio da Rádio Brasil 2000 FM. Eles continuaram ensaiando e tocaram alguns shows para reforçar os respectivos sons. Em 1992, contra a vontade da banda, a WEA lançou uma coletânea chamada "O Mundo Encantado de Ultraje a Rigor". Embora essencialmente uma coletânea do material lançado anteriormente, o álbum continha duas novas faixas da nova formação (Vamos Virar Japonês, com a dupla caipira Tonico e Tinoco; e uma versão de Rock das Aranha, de Raul Seixas) juntamente com reedições hits lançados anteriormente. Em 1992, ainda em rebelião contra a indiferença da sua empresa discográfica, o grupo grava independentemente Ah, Se Eu Fosse Homem, uma divertida digressão sobre as dificuldades enfrentadas pelos homens no que diz respeito ao novo pós-feminismo. A fita desta música, distribuída por estações de rádio para a banda em si, produziu os resultados esperados.

Em 1993, em meio a uma situação já tensa com a gravadora, lançam Ó!, seu sexto LP - o quarto composto apenas por novos materiais. O disco foi gravado às pressas (dois meses de estúdio) e com orçamento pequeno, condição que foi imposta pela WEA, que mesmo assim, praticamente ignorou o álbum. O clipe de "Acontece Toda Vez Que Eu Fico (Apaixonado)" fez sucesso na MTV, mas a canção era apenas um modesto sucesso na mídia e nas lojas. Em 1995, uma nova coleção de hits, desta vez sem o conhecimento da banda, foi lançado, parte de uma série chamada "Geração Pop". Em 1996, a empresa lança ainda outra coleção-surpresa, um registro denominado O Melhor do Ultraje a Rigor/2 É Demais! - fusão dos dois primeiros álbuns sem as faixas bônus. Ainda sem notificar a banda, a Warner libera mais dois relançamentos: em 1997, Pop Brasil, (na verdade, uma reemissão de Geração Pop com menos músicas), e, em 1998, Ultraje a Rigor Vol. 2/2 É Demais!, outra coletânea-fusão de dois álbuns, sem as faixa-bônus, da banda - só que desta vez foram utilizados o terceiro e quarto discos.
Recomeço - 1999 à 2005

No início de 1999, depois que Serginho deixou a banda e foi substituído por Mingau, os ultrajes lançam 18 Anos Sem Tirar!. Agora tendo trocado a WEA pela a Deckdisc/Abril Music e tendo como carro-chefe a faixa "Nada a Declarar", alcançam o Disco de Ouro. Em Janeiro de 2001, o Ultraje a Rigor participou da terceira edição do Rock in Rio, numa apresentação conjunta ao lado do Ira! e com direito a Should I Stay Or Should I Go?, cover do The Clash.

Em 2002, outra alteração na formação: Flávio e Heraldo, distanciam-se das intenções musicais do resto da banda e resolvem deixá-la. Foram substituídos por Bacalhau, ex-baterista do Rumbora, e Sérgio Serra, ex-guitarrista do Ultraje, que voltou de Los Angeles para reintegrar o grupo e participar da gravação de Os Invisíveis.

Em 2005, a banda gravou e lançou, em CD e DVD (o primeiro da carreira), o seu Acústico MTV. O álbum inclui grandes sucessos como Inútil, Mim Quer Tocar, Independente Futebol Clube e Eu Gosto de Mulher e faixas inéditas, como Cada Um Por Si. Destaques também para Eu Não Sei, versão de Can't Explain, do The Who, feita por Roger a pedido do Ira!; Ciúme, gravada numa verão que foi imaginada para o disco Nós Vamos Invadir Sua Praia, com uma parte calma; e Nós Vamos Invadir Sua Praia, com cordas e metais.

AtualmenteNo final de 2008,Roger anunciou um novo trabalho da banda para 2009.Esse projeto se tornou o "Música esquisita a troco de nada".

Lançado em 5 de Abril de 2009,o novo trabalho é totalmente independente e estará disponível Download no ReverbNatiom e no My Space da Banda.Inicialmente,Estão Desponíveis 3 Músicas:"Nossa, que cabelo bonito!","Vida de Bebê" e "Amor".

Quando as páginas da internet,estiverem com um número suficiente de músicas,a banda pretende lançar um CD com essas músicas...

Como a banda segue como um Power-trio. Após a saída do guitarrista, Sérgio Serra, o disco foi gravado com a participação de Edgard Scandurra (Ex-Ultraje,Ex-Ira!,atual Pequeno Cidadão), para ocupar o espaço do guitarrista no disco, mas até agora, ninguém entrou de forma definitiva no lugar de Sérgio Serra.

Para João eu digo Sim!

"João Gilberto não dá um show, dá um recital", diz Zuza Homem de Mello, crítico e historiador de música, explicando que o artista baiano de 76 anos está longe das parafernálias que os artistas usam em suas apresentações.

De fato, basta um banquinho e um violão, praticamente sinônimos de bossa nova, para o cenário de um "recital" de João Gilberto. "Ele prescinde de tudo o que é efeito. Prescinde de tudo o que é necessário para mascarar a essência do espetáculo que é a música propriamente dita", continua Zuza, autor de Folha Explica João Gilberto.

O deslumbramento de suas platéias sempre lotadas vem em grande parte das sutilezas e detalhes com que ele cria e recria, de forma obsessiva, canções que o acompanharam por toda sua carreira - como Doralice, Corcovado, Insensatez, O Pato, Samba de uma Nota Só.

"Agora, isso só é percebido por quem está prestando completa atenção na apresentação dele ou no disco", disse. "Senão, a pessoa acha que é a mesma coisa. É sutil."

Apesar das diversas contribuições para o gênero que refinou a música popular brasileira, incluindo o maestro Tom Jobim e o poeta Vinicius de Moraes, nada superou a "grande novidade" que João Gilberto trouxe com seu samba sincopado no violão e jeito único de cantar.

"Ele inventou um novo gênero musical. Não existe bossa nova sem a batida de violão do João Gilberto. Ele criou todo um mundo de possibilidades musicais", disse Motta.
Para o especialista, a prova da genialidade de João Gilberto está nas regravações dos sucessos Chega de Saudade e Desafinado que ele fez em seu último disco de estúdio, João Voz e Violão (2000), que seriam muito superiores às suas primeiras versões, "sob todos os aspectos, incluindo voz".

A fama de gênio vem junto com a de excêntrico. É perfeccionista nas gravações e shows, além de viver recluso no Rio de Janeiro, sem nunca dar entrevistas ou frequentar a cena musical da cidade. É como um ermitão, nas palavras de Zuza.

Embora solitário, João Gilberto mantém contato com os amigos por telefone, "e está perfeitamente ciente de tudo o que acontece, lê jornal, vê TV", contou Motta.

Ambos os críticos são unânimes em elogiar também sua personalidade. Um doce de pessoa, gentil e delicado, segundo Zuza. Educado e divertido, para Motta. "O João Gilberto é uma das maiores celebridades da música no mundo que não tem a menor nesga de comportamento de celebridade. Ele vive monasticamente", disse Zuza.

O ano de 1958 é considerado o marco inicial da bossa nova com o lançamento de discos fundamentais. Começava ali um movimento que consagria toda uma geração de músicos brasileiros, como Nara Leão, Carlos Lyra, Luizinho Eça, João Donato, Roberto Menescal, Baden Powell, etc.

Foi naquele ano que Gilberto lançou dois compactos que inauguraram o movimento - Chega de Saudade/Bim Bom e Desafinado/Oba-la-lá - assim como o álbum Canção do Amor Demais, com músicas de Jobim e Vinicius interpretadas por Elizeth Cardoso, que também trazia duas faixas com o violão de João.

E, mesmo com 50 anos, os críticos acreditam que a bossa nova segue viva e ainda "emblema da música brasileira no exterior", segundo Zuza. "A vanguarda não envelhece", explicou o historiador, fazendo comparação com outros movimentos e artistas, como Mozart e Picasso.

"O que é vanguarda naquele momento não deixa de ser vanguarda agora. O que deixa de ser é o que efetivamente não foi."

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A importância do ato de ler, Paulo Freire.

A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me movia – e até onde não sou traído pela memória –, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, e re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava em riscos menores que me preparavam para riscos e aventuras maiores.
A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras.

Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam no canto dos pássaros – o do sanhaço, o do olha-pro-caminho-quem-vem, o do bem-te-vi, o do sabiá; na dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias que anunciavam tempestades, trovões, relâmpagos; ás águas da chuva brincando de geografia: inventando lagos, ilhas, rios, riachos.

Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto se encarnavam também no assobio do vento, nas nuvens do céu, nas suas cores, nos seus movimentos, na cor das folhagens, na forma das folhas, no cheiro das flores – das rosas, dos jasmins –, no corpo das árvores, na casca dos frutos. Na tonalidade diferente de cores de um mesmo fruto em momentos distintos: o verde da manga-espada verde, o verde da manga-espada inchada; o amarelo-esverdeado da mesma manga amadurecendo, as pintas negras da manga mais além de madura. (...)

Daquele contexto – o do meu mundo imediato – fazia parte, por outro lado, o universo da linguagem dos mais velhos, expressando as suas crenças, os seus gostos, os seus receios, os seus valores. Tudo isso ligado a contextos mais amplos que o do meu mundo imediato e de cuja existência eu não podia sequer suspeitar. (...)

Mas, é importante dizer, a “leitura” do meu mundo, que me foi sempre fundamental, não fez de mim um menino antecipado em homem, um racionalista de calças curtas. A curiosidade do menino não iria distorcer-se pelo simples fato de ser exercida, no que fui mais ajudado do que desajudado por meus pais. E foi com eles, precisamente, em certo momento dessa rica experiência de compreensão do meu mundo imediato que eu comecei a ser introduzido na leitura da palavra.

A decifração da palavra fluía naturalmente da “leitura” do mundo particular. Não era algo que se estivesse dando superpostamente a ele. Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. O chão foi o meu quadro-negro; gravetos, o meu giz.



Papo de MSN: Desilusão Amorosa.

Janice diz: Ex bom é Ex morto, fato. Amizade pós relacionamento NÃO existe. No máximo coleguismo cheio de lembranças.

Cida diz: Não existe mesmo. É uma merda. Me incomoda morar à 500m dele, pq a gente sempre se esbarra, ele para, conversa, etc e tal, mas não da pra ter nada além disso. E frequentemente reviver isso é bem chato. É uma fraqueza do cacete não superar isso mesmo após dois anos, e esperar que próximo ano quando me mudar as coisas melhorem. O negócio era voltar a sair, quebrar o pau, aproveitar a vida de solteira e a idade que é boa, ao invés de ficar com essas pederastias.

Janice diz: Eu já sofri muito por muita coisa. De ficar me martirizando. Mas ai com uns tapas na cara você acaba acordando.

Cida diz: Não que eu esteja me martirizando, eu estou achando que eu to fazendo papel de otária mesmo. Ele já seguiu em frente e eu aqui pensando pra trás. É questão de alerta pra quem ta assim que não leva a nada. Faz algum tempo que eu percebi isso e não recomendo pra ninguém. E depois de meses que eu voltei de viagem, que eu tive uma recaida, só agora estou começando à enxergar além disso, e tomar atitudes.

Janice diz: Meu primeiro namorado tbm morava a 500m. Esse não troco palavras até hoje. Mudei de cidade e me afastei de vez, foi fácil porque antes de terminar fui me livrando aos poucos do que eu sentia por ele. Meu segundo e último namorado nunca mais vi, mas ver ele on-line no MSN é motivo suficiente pra eu ficar pensando e voltar a chamar ele, pra soltar os cachorros de coisas do passado, ou pedir como está a família. Percebi que isso acontece quando eu fico sozinha, sem falar com ninguém na internet, sem ter ninguém pra chamar pra sair. Eu evito ficar nessas situações e boa: o ex morre.

Cida: É impossível superar algo que você achava que era amor, e acaba. Mesmo que acabar seja a melhor coisa na opinião de ambos. A não ser que a pessoa que você tinha ao lado era uma aventura, ou já era um grande amigo, que rolou algo em algum momento, e acabou em seguida.

Janice diz: Cara, antes de tudo você tem que reconhecer um monte de coisa. Primeiramente, você tem que reconhecer se você ainda gosta dele. Ou se só é luxuria. Se você gosta de verdade, vai atrás! Não se humilhe, mas seja sincera com seus sentimentos e com você mesma. Agora, se ele não está mais afim e sabe que não há mais possibilidades e você já tentou de tudo! É hora de assumir que você perdeu e ser digna de desejar que ele seja feliz com outra pessoa. Aí o jogo muda! É hora de tirá-lo da cabeça, mas ser humilde caso a encontre na rua de pelo menos cumprimentá-lo, mesmo estando com a namorada e ser forte para não ter recaídas! Do mais, sai bastante, viaje bastante, esteja sempre apta a ir para uma festa ou manter um ambiente social estável. É hora de conhecer pessoas novas. Mudar o visual. Sabe...mudar é a palavra chave!

Cida diz: se terminaram numa boa, atá acredito :)... agora gostar de uma pessoa e tentar manter uma amizade ... o melhor caminho para sofrer é esse. Ou então faz que nem a música:

Quando a gente conversa
Contando casos besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos

E eu nem sei em que hora dizer
Me da um medo ( que medo )
É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano

É eu preciso dizer que eu te amo

Tanto

E ate o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Voce me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
e nessa novela eu não quero ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo

Te ganhar ou perder sem engano

Eu preciso dizer que eu te amo
Tanto

Eu ja nao sei se eu to misturando
Ah, eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu qualquer bandeira

Fechando e abrindo a geladeira a noite inteira

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É eu preciso dizer que eu te amo

Tanto


O que é rock progressivo?



É um estilo musical que surgiu na Inglaterra, na segunda metade dos anos 60, buscando uma fusão da música pop e do rock com outros gêneros de harmonia mais complexa. "As composições misturavam música clássica, jazz e até folclore celta, explorando ao máximo a revolução tecnológica que ocorria nos estúdios de gravação e teclados eletrônicos como o sintetizador", afirma o jornalista Leonardo Nahoum, autor do livro Enciclopédia do Rock Progressivo. Na sua essência, o som progressivo extrapolava o formato canção em músicas com longuíssimos trechos instrumentais, muitas vez compondo os chamados "álbuns conceituais", discos que contavam uma história ou possuíam alguma ligação temática entre suas faixas. Tudo isso já estava presente no rock psicodélico de Sgt. Pepper’s (1967), obra-prima dos Beatles com suas ousadas experiências com orquestras sinfônicas, toques indianos e influências de compositores da vanguarda eletrônica como Stockhausen.

Outro precursor importante foi o grupo Moody Blues, cujo álbum Days of Future Passed (1967) também usava orquestra sinfônica para uma versão rock da Sinfonia do Novo Mundo, do erudito Dvorák. Vale lembrar também a ópera-rock Tommy (1969), do grupo The Who, outro marco dos "álbuns conceituais". Tudo isso contribuiu para a proliferação de bandas progressivas na primeira metade dos anos 70, o auge do gênero, representado por seus expoentes mais populares: Pink Floyd, Yes, Genesis e o trio Emerson, Lake & Palmer (EL&P). A decadência dos progressivos, porém, foi rápida, provocada por seu inimigo número 1, o punk, surgido em 1976, com o ideal de resgatar a crueza básica do rock’n’roll e acabar com o que consideravam masturbação musical, egolatria e frescura de classe média.

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br

Elke!



Por que decidiu sair em defesa do filho da Zuzu Angel?

Não o conheci, mas fiquei de saco cheio quando vi um cartaz no Aeroporto Santos Dumont com uma foto dele como procurado, quando todos já sabiam que ele estava morto. Rasguei o cartaz, foi meu lado russo que baixou naquela hora, o russo não é politicamente correto. Fui movida pela paixão, faria de novo.

Era uma ativista política?

Sou extremamente política, mas não sou ativista e nunca fui. Não dá certo. Sou anarquista. Há governo, sou contra. Os governos não resolvem, o ideal tem que estar no coração. Meu coração diz que preciso pagar bem as pessoas, não preciso ser de esquerda ou de direita. Nenhuma esquerda resolveu o problema do povo. Sou contra bandeiras, sou a favor de boas maneiras. Todo mundo que segurou bandeira, acabou traindo. Veja nosso Lula, traiu a bandeira. O poder não corrompe, revela.

Você esteve presa na ditadura. Foi torturada?

Fiquei seis dias presa e tomei tapa na cara, mas sou como galo: não recuo, não. Fui para o interrogatório com a cara pintada de verde e com batom vermelho todo borrado, enfrentei. Fiquei presa com uma contrabandista e duas reféns. Uma de 12 e outra de 15 anos, que estavam lá havia quase seis meses, usadas pela polícia para atrair o pai delas. Tudo muito desumano. Tive que mentir que conhecia o filho da Zuzu, porque senão não teria como explicar aquela minha atitude. Saí porque a Zuzu arranjou o delegado que me tirou de lá.

Isso lhe deixou algum trauma?

Claro que não! Se meu pai passou seis anos na Sibéria e não ficou traumatizado, foi torturado e fazia chacota... Imagina se eu ia ter problemas por causa de seis diazinhos no Dops! Saí de lá e segui minha vida, só que apátrida.

Como isso aconteceu?

Entrei na prisão cidadã brasileira naturalizada e saí de lá apátrida. Eles tomaram meus documentos. Não é um documento que vai me dizer quem eu sou, eu sou brasileiríssima e pronto. Eu já havia votado uma vez. Nessa situação, viajei duas vezes com passaporte amarelo da ONU para apátridas. Isso é sério, porque nem todos querem receber uma pessoa assim, geralmente são perseguidos políticos ou com problemas com o fisco.

Como está a sua situação agora?

Tenho passaporte alemão há cerca de dez anos, é bem mais confortável. Poderia ter pedido anistia, mas seria pedir desculpas, reconhecer erros que não cometi.

Muitas pessoas criticam seu estilo de se vestir. Como surgiu?

Um dia (por volta dos 18 anos) eu acordei de manhã, fui no meu armário e vi que só usava preto. Eu pensei: “Nada disso”. Peguei uma calça e rasguei toda, botei uma meia roxa, enchi a cara de batom, desgrenhei o cabelo e fui para a rua. Levei porrada (de pessoas que se incomodaram com sua aparência). Meu dente entrou pelo lábio, tenho a marca até hoje. Fui parar no (hospital) Miguel Couto. Mas pior foi tomar cuspida na cara, como aconteceu em Ipanema. É difícil ser a primeira, a ousar, a usar esse visual. Atualmente não assusto mais, mas tem gente que acha que sou travesti. Agrado as minorias. Inclusive sou madrinha dos presidiários.
Não é um personagem?

Não, eu sempre fui assim. Não sei ser de outro jeito. Tudo na minha vida, na minha carreira foi acontecendo. Não escolhi nada, fui escolhida. Não programei nada e até hoje ainda não sei o que quero ser quando crescer. Foi meu primeiro marido que disse que eu seria modelo. Ele descobriu que o Guilherme Guimarães (costureiro) ia fazer um desfile e me levou até a casa dele. No elevador, pensei em voltar, mas bateu curiosidade. E deu certo. Experimentei uma roupa e ele só marcou o dia do desfile. Dois anos depois, em 1972, fui para o Chacrinha e, no mesmo ano, fiz meu primeiro filme e minha primeira peça.

Você está fora da tevê. É uma opção?

Ando só borboleteando, mas não é uma opção minha. É que não tem aparecido nada mesmo. Opção minha foi deixar de ser jurada. Jurado é uma coisa muito ultrapassada. Não tenho problemas em ficar velha, mas ultrapassada nunca. Mas tenho projetos de comandar umprograma de entrevistas.

Qual foi seu último trabalho na tevê?

Faz doze anos, era um programa no SBT chamado Elke, que eu fazia na mesma época do júri (do programa Silvio Santos). Forças ocultas o tiraram do ar, ninguém me deu explicações, mas tenho duas hipóteses. Quando eu dava 3, 4 de ibope, estava bom. Quando subiu para picos de 15, tiraram do ar. Não sei qual o problema deles com ibope. Mas a verdade é que o programa saiu do ar no dia seguinte que coloquei um casamento gay no ar.

Como foi trabalhar com Silvio Santos?

Ele é a pior pessoa do mundo, coitadinho! Tem gente que é tão pobre, que só tem dinheiro. Eu nunca briguei com ele, mas um homem que compara Cristo a Collor de Melo, meu amor... Acho que respeito é bom. Eu consegui ser respeitada por ele, mas foi difícil. Nunca tive muito contato com ele. Ele não é da mesma enfermaria que eu. Não lido bem com falta de respeito. Contato mesmo tive com o Chacrinha. Não voltaria a trabalhar com o Silvio, já paguei meu carma. Uma vez ele me chamou e disse para eu parar de dar dez aos calouros, que estava ficando sem graça. Respondi: “Olha, meu filho, eu não sou covarde, não vou chutar cachorro morto, vou ajudar. Mas, é claro, se você quer que eu dê zero, dois, é só chamar o presidente fulano de tal, o governador fulano de tal”.

Por que não teve filhos?

Fiz três abortos. Sempre soube que não tinha talento para isso, que não saberia educar uma criança. Parir é fácil, mas educar é difícil. Setenta por cento da mulheres que têm filhos não deviam. Sou completamente consciente do passo que posso dar. Eu nunca quis segurar homem. Sempre disse: “Quer ter filhos? Vai ter com outra”. Não estou aqui para interferir no carma de ninguém.

Foi casada várias vezes. Foi uma mulher de muitos amores?

Me casei oito vezes e sou amiga de todos os meus ex. Menos de um psicopata. Ele era perigoso. Falava que ia a um lugar e, quando chegava, ele já estava. Um dia acordei de madrugada e ele estava sentado na poltrona vestido de Elke. Um horror, parece que queria roubar minha alma. Mas os outros foram maravilhosos. O melhor da vida não é viver, é conviver.

Sensações, por Cláudia Motta.

Mulheres e homens gozam de forma diferente, e certamente nenhum dos dois poderá saber com certeza como isso acontece no outro, porque são sensações absurdamente intensas que envolvem o corpo, o cérebro e os sentimentos. Despertando ao sabor do momento a mais variada gama de prazeres. Cada pessoa precisa de um estímulo diferente, mas no fundo o que buscamos em comum com o gozo é a deliciosa sensação de completude. Estamos completos quando, nem que seja por alguns momentos, nos sentimos fundidos a outra pessoa, ao seu corpo e mais do que isso, nesses momentos nos é dado permissão para tocar a essência de que somos feitos, tocar além do visível, possuir e ser possuído na mesma intensidade trocando emoções que as palavras não conseguem descrever.

Não consigo dissociar prazer físico de outros prazeres que a companhia de um homem possa me proporcionar, só assim entendo sexo de forma ampla se não é só satisfação de uma necessidade básica, como por exemplo comer e dormir.

Sempre soube o imenso prazer que a companhia dele me dava. Depois descobri o imenso prazer que o sexo com ele me dava. Posso dizer que muito me descobri através dele, coisas que sabia mas estavam adormecidas e coisas novas que vou descobrindo em nossos encontros, o que faz com que cada encontro seja único e com o adorável sabor da “primeira vez”! Gosto de sentir isso, a sensação do novo e do inesperado. Que faz com que aos poucos, lentamente, eu me mostre porque faz parte da minha personalidade me mostrar aos poucos, deve ser por isso que adoro erotismo, é um jogo de tirar véus e a cada véu tirado outro ainda esconde até chegar à nudez absoluta de corpo e para mim mais importante de alma!

Nesse último encontro ocorreu algo totalmente novo. Estávamos esperando há muito tempo por uma chance de termos algumas horas a mais em nossas vidas para podermos desfrutar sem pressa do prazer da companhia um do outro. E inesperadamente conseguimos ter só para nós dois dias, dois dias de um imenso prazer, que precisamos dividir entre almoço, passeio, muita conversa e café, para matar as saudades digamos intelectual e outro dia para irmos para a cama e matar a imensa saudade física, não só de sexo mas de beijos e abraços e trocas mais íntimas de carinho que não podemos realizar em público, porque quando começamos é quase que impossível parar.

Chegamos ao motel e como sempre o tesão entre nós era imenso. Enquanto nos beijávamos fomos nos livrando das roupas, sentia sua boca e língua na minha, suas mãos segurado com força minha nuca e percorrendo minhas costas, enquanto saboreava o imenso prazer que o cheiro de sua loção após barba me proporciona, deslizava minhas mãos pelo seu peito adoro sentir os pelos de seu peito.

As mãos dele atrevidamente (como sempre) deslizaram para meu sexo, inteiramente molhado e enquanto seu dedo massageavam delicada mas firmemente meu clitóris, o outro era introduzido em minha vagina o que provocou um gozo quase que imediato, ainda estávamos de pé e eu segurava com firmeza o seu pau. Amo a sensação de sentir seu pau em minha mão, senti-lo endurecer aos poucos, nessa hora tenho a certeza palpável do desejo que ele sente por mim. Penso que para muitas mulheres essa é a hora que nos sentimos de fato poderosas, é quase como se o membro do homem se erguesse para nos reverenciar, e isso dá um puta prazer….

Palavras, para mim tem um poder imenso, me seduzem, me excitam, me fazem perder o controle…. E ele sabe usá-las, adoro ouvir como ele pede permissão para entrar em mim e ao mesmo tempo me toma selvagem me possuindo primeiro pelas palavras e depois pelo sexo!

Quase impossível descrever a sensação, é como se naquela hora o tempo parasse, não existe som, luz e nada a não ser uma explosão de prazer absurdamente intensa. Não sei se falei alguma coisa, não sei se o segurei com força, não tinha o menor controle. Tudo que podia e queria fazer era gozar, gozar e me perder de mim!

Ele percebeu a intensidade de meu gozo e continuava a enfiar seu pau agora procurando alternar os movimentos entre suaves e violentos, mexia os quadris provocando ainda mais a minha excitação….

Não sei dizer quanto tempo isso durou. Tempo, mas o que importava isso se naquele momento me sentia imortal?


Reconheça: Eduardo Dusek.



Começou a carreira artística como pianista de peças de teatro aos quinze anos, quando estudava na Escola Nacional de Música. Mais tarde passou a compor suas próprias canções e montou uma banda, que acabou apadrinhada por Gilberto Gil.

A partir de 1978 já tinha algumas composições gravadas por nomes de peso da MPB, como As Frenéticas (o samba "Vesúvio"), Ney Matogrosso (o fox "Seu tipo") e Maria Alcina (o frevo "Folia no Matagal", dois anos depois regravada por Ney Matogrosso) - todas em parceria com Luís Carlos Góis.

Suas composições buscavam aliar sátira e bom humor. Em 1980, participou do festival MPB Shell da Rede Globo cantando apenas de cueca a debochada canção "Nostradamus"[1], que não se classificou mas ficou conhecida pelo público. Por essa época gravou o primeiro LP, "Olhar Brasileiro". Mas o estouro sucesso viria em 1982, quando flertou com o ainda incipiente pop-rock, no LP "Cantando no Banheiro!, com "Barrados no Baile" (com Luís Carlos Góis), "Cabelos Negros" (Com Luiz Antonio de Cássio) e "Rock da Cachorra" (Léo Jaime).

Dois anos depois, notabilizou-se com o LP "Brega-chique", cuja faixa-título, mais conhecida como "Doméstica", fazia uma sátira social, bem no clima do teatro besteirol da época. Em 1986, lançou "Dusek na sua", com "Aventura" e com "Eu Velejava em Você", uma das mais tocantes músicas da MPB, depois regravada por Zizi Possi. Em 1989, voltou à cena com o musical "Loja de Horrores", em que atuava no papel de dentista. Nos anos 90, afastado da função de cantor, interpretou a personagem do Capitão-Mor Gonçalo na novela "Xica da Silva", da extinta Rede Manchete. Atuou como diretor de espetáculos e, no fim da década, voltou a apresentar alguns trabalhos como humorista e cantor, um deles sobre Carmen Miranda.

Um beijo, Olavo Bilac.


Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior... Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!


Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.


Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?


Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto...



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