sexta-feira, 14 de maio de 2010

Eichmann em Jerusalém [trecho], Hannah Arendt .

Assim sendo, eram muitas as oportunidades de Eichmann se sentir como Pôncio Pilatos, e à medida que passavam os meses e os anos, ele perdeu a necessidade de sentir fosse o que fosse. Era assim que as coisas eram, essa era a nova lei da terra, baseada nas ordens do Führer; tanto quanto podia ver, seus atos eram os de um cidadão respeitador das leis. Ele cumpria o seu dever, como repetiu insistentemente à polícia e à corte; ele não só obedecia ordens, ele também obedecia à lei.

Eichmann tinha uma vaga noção de que isso podia ser uma importante distinção, mas nem a defesa nem os juízes jamais insistiram com ele sobre isso. As moedas bem gastas das "ordens superiores" versus os "atos de Estado" circulavam livremente; haviam dominado toda a discussão desses assuntos durante os julgamentos de Nuremberg, pura e simplesmente por dar a ilusão de que algo absolutamente sem precedentes podia ser julgado de acordo com precedentes e seus padrões.

Eichmann, com seus dotes mentais bastante modestos, era certamente o último homem na sala de quem se podia esperar que viesse a desafiar essas idéias e agir por conta própria. Como além de cumprir aquilo que concebia como deveres de um cidadão respeitador das leis, ele também agia sob ordens — sempre o cuidado de estar "coberto" —, ele acabou completamente confuso e terminou frisando alternativamente as virtudes e os vícios da obediência cega, ou a "obediência cadavérica" [kadavergehorsam), como ele próprio a chamou.

A primeira indicação de que Eichmann tinha uma vaga noção de que havia mais coisas envolvidas nessa história toda do que a questão do soldado que cumpre ordens claramente criminosas em natureza e intenção apareceu no interrogatório da polícia, quando ele declarou, de repente, com grande ênfase, que tinha vivido toda a sua vida de acordo com os princípios morais de Kant e particularmente segundo a definição kantiana do dever. Isso era aparentemente ultrajante, e também incompreensível, uma vez que a filosofia moral de Kant está intimamente ligada à faculdade de juízo do homem, o que elimina a obediência cega.

O oficial interrogador não forçou esse ponto, mas o juiz Raveh, fosse por curiosidade, fosse por indignação pelo fato de Eichmann ter a ousadia de invocar o nome de Kant em relação a seus crimes, resolveu interrogar o acusado. E para surpresa de todos, Eichmann deu uma definição quase correta do imperativo categórico: "O que eu quis dizer com minha menção a Kant foi que o princípio de minha vontade deve ser sempre tal que possa se transformar no princípio de leis gerais" (o que não é o caso com roubo e assassinato, por exemplo, porque não é concebível que o ladrão e o assassino desejem viver num sistema legal que dê a outros o direito de roubá-los ou matá-los).

Depois de mais perguntas, acrescentou que lera a Crítica da razão pura, de Kant. E explicou que, a partir do momento em que fora encarregado de efetivar a Solução Final, deixara de viver segundo os princípios kantianos, que sabia disso e que se consolava com a idéia de que não era mais "senhor de seus próprios atos", de que era incapaz de "mudar qualquer coisa". O que não referiu à corte foi que "nesse período de crime legalizado pelo Estado", como ele mesmo disse, descartara a fórmula kantiana como algo não mais aplicável.

Ele distorcera seu teor para: aja como se o princípio de suas ações fosse o mesmo do legislador ou da legislação local — ou, na formulação de Hans Frank para o "imperativo categórico do Terceiro Reich", que Eichmann deve ter conhecido: "Aja de tal modo que o Führer, se souber de sua atitude, a aprove" (Die Technik des Staates, 1942, pp. 15-6). Kant, sem dúvida jamais pretendeu dizer nada desse tipo; ao contrário, para ele todo homem é um legislador no momento em que começa a agir: usando essa "razão prática" o homem encontra os princípios que poderiam e deveriam ser os princípios da lei.

Mas é verdade que a distorção inconsciente de Eichmann está de acordo com aquilo que ele próprio chamou de versão de Kant "para uso doméstico do homem comum". No uso doméstico, tudo o que resta do espírito de Kant é a exigência de que o homem faça mais que obedecer à lei, que vá além do.mero chamado da obediência e identifique sua própria vontade com o princípio que está por trás da lei — a fonte de onde brotou a lei.

Na filosofia de Kant, essa fonte é a razão prática; no uso doméstico que Eichmann faz dele, seria a vontade do Führer. Grande parte do minucioso empenho na execução da Solução Final — um empenho que geralmente atinge o observador como tipicamente alemão, ou característico do perfeito burocrata — pode ser atribuída à estranha noção, efetivamente muito comum na Alemanha, de que ser respeitador das leis significa não apenas obedecer às leis, mas agir como se fôssemos os legisladores da lei que obedecemos. Daí a convicção de que é preciso ir além do chamado do dever.

Seja qual for o papel de Kant na formação da mentalidade do "homem comum" da Alemanha, não existe a menor dúvida de que Eichmann efetivamente seguia os preceitos de Kant: uma lei era uma lei, não havia exceções. Em Jerusalém, ele admitiu apenas duas dessas exceções durante a época em que "80 milhões de alemães" tinham cada um o "seu judeu decente": ele havia ajudado um primo meio-judeu e um casal judeu em Viena por quem seu tio interviera.

Essa incoerência ainda o deixava um tanto incomodado, e quando foi interrogado a esse respeito, ficou abertamente apologético: ele havia "confessado seus pecados" a seus superiores. Essa atitude intransigente em relação ao desempenho de seus deveres assassinos condenou-o mais do que qualquer outra coisa aos olhos dos juizes, o que era compreensível, mas a seus próprios olhos era exatamente ela que o justificava, assim como antes silenciara a consciência que pudesse lhe restar. Sem exceções—essa era a prova de que ele havia agido sempre contra seus "pendores", fossem eles sentimentais ou inspirados por interesse, em prol do cumprimento do "dever".

Cumprir seu "dever" acabou fazendo com que entrasse em conflito aberto com as ordens de seus superiores. Durante o último ano da guerra, mais de dois anos depois da Conferência de Wannsee, ele experimentou sua última crise de consciência. Com a aproximação da derrota, ele se viu confrontado com homens de seu próprio escalão que lutavam mais e mais insistentemente por exceções e até pela cessação da Solução Final.

Foi o momento em que sua cautela se rompeu e ele começou, mais uma vez, a tomar iniciativas — por exemplo, ele organizou as marchas a pé dos judeus de Budapeste até a fronteira da Áustria depois que o bombardeio aliado arrasou com o sistema de transporte. Era o outono de 1944, e Eichmann sabia que Himmler havia ordenado o desmantelamento das instalações de extermínio em Auschwitz e que o jogo acabara. Por volta dessa época, Eichmann teve uma de suas raras entrevistas pessoais com Himmler, no curso da qual este último teria gritado para ele: "Se você até agora esteve ocupado liquidando judeus, de agora em diante, estou ordenando, vai cuidar muito bem dos judeus, vai ser enfermeira deles. Lembre-se que fui eu — e não o Gruppenführer MüUer ou você — que fundou o Rsha em 1933; sou eu que dou as ordens aqui!".

A única testemunha que poderia confirmar essas palavras era o suspeitíssimo sr. Kurt Becher; Eichmann negou que Himmler tivesse gritado com ele, mas não negou que essa entrevista aconteceu. Himmler não pode ter dito exatamente essas palavras, pois ele sabia que o rsha havia sido fundado em 1939 e não em 1933, e não só por ele, mas também por Heydrich, com seu endosso. Mesmo assim, algo desse tipo deve ter acontecido, porque Himmler estava nessa época dando ordens a torto e a direito para que tratasse bem os judeus — eles eram seu "investimento mais seguro" —, o que deve ter sido uma experiência chocante para Eichmann.

A última crise de consciência de Eichmann começou com suas missões na Hungria em março de 1944, quando o Exército Vermelho estava se movimentando nos montes Cárpatos em direção à fronteira húngara. A Hungria havia aderido à guerra do lado de Hitler em 1941, simplesmente a fim de receber mais alguns territórios dos países vizinhos — Eslováquia, Roménia e Iugoslávia.
O governo húngaro era abertamente anti-semita mesmo antes disso, e um instrumento da organização do assassinato em massa; mesmo assim resta o fato de você ter executado, e portanto apoiado ativa-mente, uma política de assassinato em massa. Pois política não é um jardim-de-infância; em política, obediência c apoio são a mesma coisa.

E, assim como você apoiou e executou uma política de não partilhar a Terra com o povo judeu e com o povo de diversas outras nações — como se você e seus superiores tivessem o direito de determinar quem devia e quem não devia habitar o mundo—.consideramos que ninguém, isto é, nenhum membro da raça humana, haverá de querer partilhar a Terra com você. Esta é a razão, e a única razão, pela qual você deve morrer na forca."

Poemas de Manuel Bandeira.

Debussy

Para cá, para lá . . .
Para cá, para lá . . .
Um novelozinho de linha . . .
Para cá, para lá . . .
Para cá, para lá . . .
Oscila no ar pela mão de uma criança
(Vem e vai . . .)
Que delicadamente e quase a adormecer o balança
— Psio . . . —
Para cá, para lá . . .
Para cá e . . .
— O novelozinho caiu.


Profundamente
Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Vozes cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci.
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.


Evocação do Recife
Recife
Não a Veneza americana
Não a Mauritsstad dos armadores das Índias Ocidentais
Não o Recife dos Mascates
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois — Recife das revoluções libertárias
Mas o Recife sem história nem literatura
Recife sem mais nada
Recife da minha infância
A rua da União onde eu brincava de chicote-queimado e partia as vidraças da casa de dona Aninha Viegas
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê na ponta do nariz
Depois do jantar as famílias tomavam a calçada com cadeirasmexericos namoros risadasA gente brincava no meio da rua
Os meninos gritavam:
Coelho sai!
Não sai!
A distância as vozes macias das meninas politonavam:
Roseira dá-me uma rosa
Craveiro dá-me um botão
(Dessas rosas muita rosa
Terá morrido em botão...)
De repentenos longos da noite
um sino
Uma pessoa grande dizia:
Fogo em Santo Antônio!
Outra contrariava: São José!
Totônio Rodrigues achava sempre que era são José.
Os homens punham o chapéu saíam fumando
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo.
Rua da União...
Como eram lindos os montes das ruas da minha infância
Rua do Sol
(Tenho medo que hoje se chame de dr. Fulano de Tal)
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade...
...onde se ia fumar escondido
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora...
...onde se ia pescar escondido
Capiberibe
— Capiberibe
Lá longe o sertãozinho de Caxangá
Banheiros de palha
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho
Fiquei parado o coração batendo
Ela se riuFoi o meu primeiro alumbramento
Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redemoinho sumiu
E nos pegões da ponte do trem de ferro
os caboclos destemidos em jangadas de bananeiras
Novenas
Cavalhadas
E eu me deitei no colo da menina e ela começou
a passar a mão nos meus cabelos
Capiberibe
— Capiberibe
Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas
Com o xale vistoso de pano da Costa
E o vendedor de roletes de cana
O de amendoim
que se chamava midubim e não era torrado era cozido
Me lembro de todos os pregões:
Ovos frescos e baratos
Dez ovos por uma pataca
Foi há muito tempo...
A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil
Ao passo que nós
O que fazemos
É macaquear
A sintaxe lusíada
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem
Terras que não sabia onde ficavam
Recife...
Rua da União...
A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.



O último poema
Assim eu quereria o mJustificareu último poema.
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.


A FÁBRICA DO POEMA , Waly Salomão.

sonho o poema de arquitetura ideal
cuja própria nata de cimento encaixa palavra por palavra,
tornei-me perito em extrair faíscas das britas
e leite das pedras.
acordo.
e o poema todo se esfarrapa, fiapo por fiapo.
acordo.
o prédio, pedra e cal, esvoaça
como um leve papel solto à mercê do vento
e evola-se, cinza de um corpo esvaído
de qualquer sentido.
acordo,
e o poema-miragem se desfaz
desconstruído como se nunca houvera sido.
acordo!
os olhos chumbados
pelo mingau das almas e os ouvidos moucos,
assim é que saio dos sucessivos sonos:
vão-se os anéis de fumo de ópio
e ficam-me os dedos estarrecidos.


sinédoques, catácreses,
metonímias, aliterações, metáforas, oxímoros
sumidos no sorvedouro.
não deve adiantar grande coisa
permanecer à espreita no topo fantasma
da torre de vigia.
nem a simulação de se afundar no sono.
nem dormir deveras.

pois a questão chave é:...........
sob que máscara retornará o recalcado?

(mas eu figuro meu vulto
caminhando até a escrivaninha
e abrindo o caderno de rascunho
onde já se encontra escrito
que a palavra “recalcado” é uma expressão
por demais definida, de sintomatologia cerrada:
assim numa operação de supressão mágica
vou rasurá-la daqui do poema.)

pois a questão chave é:...........sob que máscara retornará?


sábado, 8 de maio de 2010

A pelada do mês: Anamara.



“Eu não gosto de sexo só por sexo. Isso eu resolvo com meus dedinhos, meus brinquedinhos e meu travesseiro. Eu gosto de sexo seguro e com carinho. Tenho que ter interesse pela pessoa”.


“Eu sempre me imaginei na capa da ‘Playboy'."


“Eu cheguei e já fui tirando a roupa. Eu queria que as fotos fossem glamurosas, bonitas, chamativas. Foi espetacular. Eu não quero essa história de nu artístico, isso é coisa de quadro, de Picasso. Eu quero é que os homens olhem e digam ‘essa sim, é gostosa, vou levar e me masturbar”


“Eu já terminei muito namoro porque o homem não estava dando conta. Para mim tem que ser todos os dias, duas vezes por dia.”

Minha casa, minha vida: Favela da Rocinha.

Os primeiros moradores da Rocinha começaram a se estabelecer nas terras da antiga fazenda Quebra-Cangalha por volta de 1930, quando toda a área onde antes existiam grandes engenhos de açúcar foi repartida em pequenas chácaras. Os produtos cultivados pelas famílias que se fixaram ali – a maioria invasores que haviam perdido tudo com a crise do café em 1929 - eram colocados a venda na feira da Praça Santos Dumont, que na época abastecia toda a Zona Sul carioca. O nome Rocinha, no entanto, só começaria a ser usado em meados dos anos 30.
Segundo os moradores mais antigos da favela, quando os fregueses perguntavam de onde vinham as frutas e legumes vendidos na Praça Santos Dumont, todos diziam que era de uma tal "rocinha" no Alto Gávea. E o nome acabou pegando.


Considerado atualmente o primeiro imóvel construído na Rocinha, a casa número 1 da Estrada da Gávea chegou a ter suas obras embargadas pelo prefeito Pedro Ernesto em 1932. Segundo ele, os moradores teriam se apropriado indevidamente do terreno. Mas a lentidão no julgamento do processo acabou incentivando novas invasões nos anos posteriores. Surgiram assim os primeiros barracos de madeira na região.

(O pequeno sobrado na Estrada da Gávea que deu origem à Rocinha foi transformado em Centro Cultural em 2003 por decreto do ministro da Cultura Gilberto Gil).

A Rocinha chegou a ser conhecida como a maior favela da América Latina nos anos 80. Segundo cálculos da época, cerca de 200 mil pessoas moravam no morro. Os números atuais, mais realistas, colocam a Rocinha ainda como uma das maiores favelas do Rio com pouco mais de 50 mil moradores (Censo 2000).

O período de maior crescimento aconteceu durante o ‘boom’ imobiliário dos bairros de Ipanema, Leblon, Gávea e Jardim Botânico nos anos 50 e 60, quando milhares de nordestinos se fixaram na favela atraídos pelas oportunidades na construção civil.

Outras fontes na favela dizem que o nome Rocinha seria uma referência à uma antiga moradora, muito branca, com cabelos quase louros, apelidada de "russinha". Por ser muito conhecida na região, as pessoas falavam: "vou lá onde mora a russinha".




Oh, my sweet Juliette!



2006 - Pegar e Largar (Catch and Release)

2006 - Grilled

2006 - Darwin awards, The

2005 - Daltry Calhoun

2005 - Aurora Borealis

2004 - Starsky & Hutch - Justiça em Dobro (Starsky & Hutch)

2004 - Blueberry

2004 - Chasing freedom (TV)

2003 - Garganta do Diabo (Cold Creek Manor)

2003 - Muraya

2003 - Dias Incríveis (Old School)

2003 - Hysterical Blindness (Hysterical Blindness)

2002 - Nunca Mais (Enough)

2001 - Armitage: Dual Matrix

2001 - Identidade Trocada (Picture Claire)

2001 - My Louisiana sky (TV)

2000 - Procura-se um Amor em Barcelona (The Gaudi Afternoon)

2000 - Room to rent

2000 - A Sangue Frio (A Sangue Frio)

1999 - O quarto andar (4th floor, The)

1999 - Simples Como Amar (The Other Sister)

1998 - Some girl

1997 - Full tilt boogie

1996 - Audition, The

1996 - O Entardecer de uma Estrela (The Evening Star)

1996 - Um Drink no Inferno (From Dusk Till Dawn)

1995 - Estranhos Prazeres (Strange Days)

1995 - Diário de um Adolescente (The Basketball Diaries)

1994 - Um dia de louco (Mixed nuts)

1994 - Assassinos por Natureza (Natural Born Killers)

1993 - Kalifornia (Kalifornia)

1993 - Aprendiz de Sonhador (What's eating Gilberg Grape?)

1993 - O Sangue de Romeu (Romeo is Bleeding)

1992 - Maridos e Esposas (Husbands and Wives)

1992 - Aquela noite (That night)

1991 - Cabo do Medo (Cape Fear)

1991 - Corações partidos (Crooked hearts)

1990 - Dias de violência (To young to die?) (TV)

1989 - Runnin' kind, The

1989 - Férias frustradas de Natal (National Lampoon's Christmas Vacation)

1988 - Loucos a beira do abismo (Meet the hollowheads)

1988 - terrestre (My stepmother is a alien)

1987 - Home fires (TV)



Maconha em retalhos.

Por que as pessoas usam Maconha?

Não podemos dizer que todos que fumam maconha querem sentir as mesmas coisas, mas alguns dos efeitos buscados podem ser: Tranqüilidade, pois muitos do que usam maconha se sentem mais calmos e relaxados; Diversão e descontração, a pessoa ri por qualquer motivo; Busca de um maior prazer sexual (isto não ocorre, na verdade); Maior sensibilidade ao som (ficar curtindo uma música por exemplo), Maior sensibilidade ao gosto (a famosa "larica"); Ficar "morgando", que se caracteriza pela vontade de não fazer nada; Ficar "viajando" em algum objeto, pois a sensibilidade visual fica aumentada.

O que a maconha faz com a mente depois de um período de uso crônico (efeitos psíquicos crônicos)?

Os efeitos psíquicos crônicos da maconha, provocado pelo uso continuado, interferem na capacidade de aprendizagem e de memorização, podendo induzir a um estado de diminuição da motivação. Nesse caso, a pessoa não sente vontade de fazer mais nada, tudo parece ficar sem graça e sem importância. Há também provas científicas de que, se o usuário tem uma doença psíquica, mas que ainda está "sob controle", ou já se manifesta, mas está controlada por medicamento, a maconha piora o quadro, pois ela pode anular o efeito do medicamento ou ser o "estopim" que faria a doença se manifestar.

A maconha leva ao uso de outras drogas?

Não necessariamente. O que ocorre na verdade (e que leva a essa noção equivocada de que a maconha seria a porta de entrada para outras drogas) é uma hierarquia na experimentação e no uso por parte das pessoas. Raramente alguém começa a usar direto cocaína sem ter pelo menos experimentado alguma bebida alcoólica ou cigarro (que são drogas legais mas que, podem também causar sérios problemas). Se uma pessoa tiver vontade de provar mais alguma coisa, é provável que ela experimente, dentro das drogas ilegais, primeiro a maconha, por ser mais barata e disponível. Mas não há nada de intrínseco (que pertença á ela) nessa substância que obrigue a pessoa a depois usar algo mais pesado e assim sucessivamente.


Às vezes. Por exemplo, quando a pessoa tem os olhos avermelhados e a boca seca. Mas muitas vezes uma pessoa pode ter uma ou mesmo as duas coisas, sem nunca ter fumado maconha.

Algumas pessoas podem desenvolver dependência e outras não. Isto vai depender da pessoa e seus problemas e do tempo e quantidade de uso. Infelizmente não podemos saber quais são essas pessoas pois, a dependência está ligada a uma série de fatores que vão variar muito de pessoa para pessoa.

A maconha afeta o desempenho sexual?

A maconha não afeta diretamente o desempenho sexual mas, como já foi visto ela trás tanto para o homem quanto para a mulher alterações hormonais que podem resultar em problemas. Além do mais, a maconha produz tantas alterações mentais que pode tirar a concentração necessária durante o ato sexual.

Sorria, meu bem!


Um grupo de leprosos estava jogando vôlei quando, de repente, o juiz apita:
- Mão na rede!
- É minha. - responde um dos jogadores.

Você sabe o que é que tem 100 perninhas mas não anda?
- 50 crianças paraplégicas!

Papai Noel passava de trenó pelo Etiópia, as crianças avistaram e começaram a gritar:
- Papai Noel, Papai Noel, joga presente, joga!
Ao que o bom velhinho responde:
- Ho-ho-ho... criança que não come não ganha presente!
- Doutor, quanto tempo eu tenho de vida?
- 10.
- 10 o que? 10 anos, 10 meses, 10 semanas?
- 9, 8, 7, 6, 5, 4…

O filho chega todo feliz e diz:
- Pai, Pai, me dá uma bicicleta?
O pai responde:
- Para que, filho? Você já tem uma cadeira de rodas!!!

As Musas Desbocadas.

O NOVO BESTIÁRIO BAIANO

"Ora! (direis) ouvir os asnos! Certo
tu ficarás centauro". E eu sei, no entanto,
que muitas vezes paro, boquiaberto,
para escutá-los, tremulo de espanto

E conversamos toda a noite, enquanto
as ferraduras, suas enciclopédias,
cavalgam. Vindo o sol, saudoso e em pranto,
inda ouvimos o Gallo Gonorréia.

O que vocês aprendem com esses asnos?
O que eles dizem quando estão contigo?
Direis agora aos púberes burricos:

Filhotes, teus versos serão cinzentos!
Pois esses alces só fazem sentido,
reproduzindo mais e mais jumentos.


"Rola ou periquita, nós é pobre mas se diverte!"...

Não fosse a Musa e teríamos de aguentar, além das borboletas do Bernardo e dos editais da Lúcia Carneiro, as orelhas de roedor de Academia de Letras do Aleilton Raposa da Fonseca, ou o cardume de centauros da piranha Vieira de Melo, o livro erótico Caatinga de Catenga, do Cleberton Cara de Jumento, assim como os super-premiados calangos e lagartixas desse peru sergipano; a hilária macaca, Mayrant Gallo, e o cão, Geraldo Múmia Maia, e muito, muito mais! Todos juntos, zoológico gerado de um dos quadros nosográficos do Almandrade: protozoário do Duchamp, professor universitário, "poeta" e artista plástico neoconcretista; piolho-dos-campos, que conseguiu a façanha de não levar uma alma sequer, nem mesmo a de um gambá, para a sua exposição na Casa das Rosas, SP, 2008, e principal articulista a dar fim no Caderno Cultural ATarde... não acabou inda não! Todo esse rebanho, magnificamente prefaciado pelo pequeno bando de sábias e velhas corujas, que ainda resta por aqui; e, debaixo dos galhos de Cajazeira, é magnanimamente apresentado aos burricos e futuros jumentos no programa de TV do lobo ex-carlista e professor pré-universitário Jorge Cordeirinho Portugal... Ora, a Bahia não é a terra da felicidade? Se não fizermos humor vamos acabar chorando que nem esses crocodilos...

Wikipédia cita PVC

O PVC contém, em peso, 57% de cloro (derivado do cloreto de sódio - sal de cozinha) e 43% de eteno (derivado do petróleo). Como todo plástico, o vinil é feito a partir de repetidos processos de polimerização que convertem hidrocarbonetos, contidos em materiais como o petróleo, em um único composto chamado polímero. O vinil é formado basicamente por etileno e cloro.


Este dá ao vinil duas vantagens, a de não ser tão susceptivel às mudanças de preço no mercado de petróleo e de não ser um bom combustível como os derivados de petróleo.

Por uma reação química, o etileno e o cloro combinam-se formando o dicloreto de etileno, que por sua vez é transformado em um gás chamado "VCM" (Vinyl chloride monomer, em português cloreto de vinila). O passo final é a polimerização, que converte o monómero num polímero de vinil, que é o PVC, ou simplesmente, vinil.

O processo de obtenção das resinas de PVC é o responsável por suas características únicas de processo. Enquanto que a maioria dos polímeros são obtidos por processos diversos de polimerização e fornecidos ao mercado consumidor na forma de grânulos regulares prontos para o processamento (geralmente aditivadas em alguma etapa de seu processo de produção), as resinas de PVC são comercializadas usualmente na forma de um pó branco e fino, ao qual deverão ser adicionados aditivos que tornam o PVC processável, além de conferir-lhe características especificas.

A tecnologia da utilização do PVC reside em sua morfologia e aditivos incorporados (Portingell 1982, Titow 1984 e Witenhafer 1986), uma vez que algumas das propriedades deste polímero são atribuídas à sua estrutura única. A versatilidade de aplicações, por sua vez, é função direta da infinita gama de combinações de aditivos possíveis de serem incorporados à resina base. A mistura de resina de PVC com os aditivos é conhecida como composto de PVC ou composto vinílico, e dependendo das substâncias adicionadas e suas quantidades é possível moldar artigos em PVC com aspecto desde o totalmente rígido (tal como um tubo para distribuição de água potável) ou ainda tão flexível e com aspecto borrachoso como uma mangueira de jardim.

Uma vez que a resina de PVC é totalmente atóxica e inerte, a escolha de aditivos com estas mesmas características permite a fabricação de filmes, lacres e laminados para embalagens, brinquedos e acessórios médico-hospitalares, tais como mangueiras para sorologia e catéteres. Davidson e Witenhafer (1980), Portingell (1982), Titow (1984), Witenhafer (1986) e Summers (1997) são unânimes ao listar que a versatilidade do PVC reside em dois pontos principais:

A morfologia das partículas das resinas de PVC, responsável pela estrutura de sub-partículas entremeadas por poros, os quais são receptivos aos aditivos incorporados durante o processamento, permitindo a perfeita interação entre estes e o polímero;

A necessidade de incorporação de aditivos para o adequado processamento do PVC implica no desenvolvimento de uma nova formulação de composto para cada produto a ser moldado, com características específicas de desempenho, propriedades e processabilidade.


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